✍️ COLUNA SOCIAL EDUCATIVA: A TELENOVELA MALHAÇÃO E OS DIREITOS DA JUVENTUDE
🌻 Por Ednalva Melo
Resumo
A telenovela Malhação, exibida pela Rede Globo por mais de duas décadas, funcionou como espaço cultural e educativo, abordando temas ligados à juventude, cidadania e ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A produção televisiva discutiu bullying, violência, desigualdade, gravidez precoce, dificuldades de aprendizagem e inclusão, aproximando o público de debates fundamentais sobre direitos sociais e educacionais.
Palavras-chave: Malhação; Estatuto da Criança e do Adolescente; Inclusão; Aprendizagem; Juventude
Introdução
A produção televisiva exerce papel central na formação de valores sociais, especialmente quando direcionada ao público jovem. Nesse contexto, a telenovela Malhação, exibida pela Rede Globo por mais de 20 anos, destacou-se como veículo cultural e educativo, explorando questões relacionadas à adolescência, cidadania, inclusão e aos direitos assegurados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (BRASIL, 1990).
Malhação e o ECA
O ECA (Lei n.º 8.069/1990) garante direitos fundamentais, como saúde, educação, lazer, convivência familiar e comunitária (BRASIL, 1990). A narrativa de Malhação explorou diversas situações que dialogam com esses princípios, incluindo bullying, racismo, abandono, gravidez na adolescência, violência doméstica e desigualdade social. Ao tratar dessas questões, a obra televisiva aproximou-se da realidade de adolescentes em diferentes contextos sociais.
Inclusão e Diversidade
A temporada Viva a Diferença (2017) valorizou a diversidade e a convivência entre jovens de diferentes origens culturais, reforçando a importância do respeito às individualidades. Apesar da ausência de personagens com diagnóstico formal de Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), a narrativa destacou a relevância da inclusão social e educacional, estimulando o debate sobre igualdade de oportunidades (MANTOAN, 2003).
Dificuldades de Aprendizagem, Autismo e TDAH
As dificuldades de aprendizagem atingem parcela significativa dos estudantes e podem estar relacionadas a fatores diversos, incluindo transtornos como o TEA e o TDAH (SCHWARTZMAN; ARAÚJO, 2011; ROTTA; OHLWEILER; RIESGO, 2016). Em Malhação, foram apresentadas situações que, embora sem nomenclatura técnica, remetem a desafios comuns enfrentados por adolescentes: desatenção, problemas de socialização, desorganização e obstáculos no percurso escolar. Essas abordagens reforçam a necessidade de ações preventivas, diagnósticos precoces e apoio institucional a estudantes e famílias (FERREIRA, 2019; SOARES, 2020).
A Função Social da Ficção
Além do entretenimento, a televisão exerce papel social de formação. Malhação demonstrou que produções ficcionais podem estimular reflexões sobre cidadania, saúde mental, inclusão e políticas públicas. Ao longo de sua trajetória, a telenovela contribuiu para ampliar a compreensão sobre os direitos da juventude, conforme previsto no ECA (BRASIL, 1990), e evidenciou a relevância de ambientes escolares inclusivos e respeitosos.
Conclusão
A análise da telenovela Malhação permite concluir que a obra televisiva desempenhou papel relevante ao aproximar o público dos debates sobre direitos da juventude, inclusão e dificuldades de aprendizagem. Mesmo sem aprofundamento técnico sobre TEA e TDAH, o conteúdo foi eficaz em abrir diálogos e promover reflexão social, reforçando a importância da garantia de uma educação inclusiva e de qualidade (MANTOAN, 2003; FERREIRA, 2019).
Referências
BRASIL. Lei n.º 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 16 jul. 1990.
FERREIRA, E. M. Psicopedagogia: teoria e prática. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2019.
MANTOAN, M. T. E. Inclusão escolar: o que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Moderna, 2003.
ROTTA, N. T.; OHLWEILER, L.; RIESGO, R. S. Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade: atualização. Porto Alegre: Artmed, 2016.
SCHWARTZMAN, J. S.; ARAÚJO, C. A. de. Transtorno do espectro autista: conceitos, práticas e intervenções. São Paulo: Memnon, 2011.
SOARES, M. B. Alfabetização e letramento. São Paulo: Contexto, 2020.
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🌻 Setembro, 13 de 2025
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