sábado, 22 de novembro de 2025

Programa Cocoricó:Educação,Cultura e Formação Cognitiva infantil

COLUNA SOCIAL EDUCATIVA – TV CULTURA

Colunista Ednalva Melo 

Programa Cocoricó Educação, Cultura e Formação Cognitiva Infantil

Resumo

O Programa Cocoricó, exibido pela TV Cultura, é uma produção voltada ao público infantil que integra música, histórias e atividades lúdicas com objetivos educativos. Destina-se especialmente a crianças em fase de alfabetização e desenvolvimento psicomotor, oferecendo estímulos cognitivos, sociais e culturais. O conteúdo promove aprendizagens essenciais, impactando positivamente o repertório linguístico, emocional e social. Embora direcionado às crianças, também apresenta valor formativo para adultos responsáveis, educadores e cuidadores, funcionando como apoio pedagógico e sociocultural.

Palavras-chave: TV Cultura; Programa Cocoricó; Educação Infantil; Desenvolvimento Cognitivo; Programas Educativos.

Introdução

A programação infantil educativa ocupa um espaço fundamental na formação integral das crianças. O Programa Cocoricó, produzido pela TV Cultura, destaca-se por sua proposta pedagógica orientada à aprendizagem, à socialização e ao desenvolvimento cultural. Com linguagem acessível, personagens marcantes e atividades musicais, o programa promove competências vinculadas à educação formal e complementar, atendendo às necessidades contemporâneas da infância. Esta coluna apresenta a finalidade do programa, o público-alvo, as influências socioeducativas e a possibilidade de acompanhamento por adultos, analisando sua relevância para a formação das novas gerações.

Desenvolvimento

1. Finalidade e público atendido

O Programa Cocoricó destina-se predominantemente às crianças de 3 a 8 anos, fase correspondente ao período pré-escolar e aos primeiros anos do Ensino Fundamental. O conteúdo é estruturado para favorecer habilidades relacionadas a:

desenvolvimento da linguagem oral e escrita;

coordenação motora ampla e fina;

memorização e raciocínio lógico;

compreensão de regras sociais;

construção de autonomia e identidade;

educação emocional e convivência coletiva.


As ações pedagógicas do programa são alinhadas aos princípios da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o que fortalece o processo de aprendizagem nos ambientes escolar e doméstico. A apresentação das atividades por meio de músicas, histórias e interações simbólicas auxilia na consolidação de aprendizagens significativas e duradouras.

2. Influências educativas e socioculturais

O Cocoricó exerce influência direta sobre o desenvolvimento infantil por meio de estímulos visuais, sonoros e comportamentais. Entre as principais contribuições destacam-se:

2.1 Desenvolvimento cognitivo

As estruturas narrativas e musicais estimulam atenção, memória, associação de informações e ampliação de vocabulário. A diversidade de temas apresentados possibilita à criança compreender fenômenos do cotidiano, fortalecendo o raciocínio e a interpretação de situações.

2.2 Educação socioemocional

Os personagens e enredos reforçam habilidades sociais essenciais, como cooperação, respeito às diferenças, organização, autocuidado e resolução de pequenos conflitos. O programa incentiva atitudes positivas e reflexões adequadas ao contexto da infância moderna.

2.3 Formação cultural

Ao apresentar elementos da cultura brasileira por meio da música e da linguagem simbólica, o programa contribui para a preservação das tradições artísticas. A criança passa a reconhecer ritmos, expressões e referências regionais, ampliando sua identidade cultural.

2.4 Inclusão e diversidade

A abordagem visual e temática contempla diferentes perfis infantis, favorecendo acessibilidade cognitiva e inclusão sociocultural. A programação apoia alunos com transtornos da aprendizagem, oferecendo conteúdos que facilitam a compreensão e o acompanhamento, independentemente de limitações individuais.

3. Participação de adultos

Embora elaborado para crianças, o programa também possui valor formativo para adultos. Responsáveis, educadores e cuidadores podem assistir com o objetivo de:

compreender formas adequadas de mediação da aprendizagem;

utilizar o conteúdo como recurso pedagógico;

observar comportamentos infantis positivos;

reforçar rotinas educativas dentro do lar;

identificar temas relevantes para trabalhar em casa e na escola.


A participação adulta potencializa a aprendizagem e fortalece vínculos familiares por meio do acompanhamento construtivo da programação educativa.

4. Relevância contemporânea

Em tempos de excesso de estímulos digitais, conteúdos educativos de qualidade são essenciais. O Cocoricó contrasta com produções de entretenimento rápido e sem propósito pedagógico, oferecendo uma alternativa segura, formativa e alinhada às necessidades atuais da educação infantil. A TV Cultura mantém tradição em produzir conteúdos responsáveis, respeitando fases do desenvolvimento, limites psicológicos e diretrizes educacionais.

Conclusão

O Programa Cocoricó da TV Cultura cumpre função educativa relevante ao atender crianças na fase inicial do desenvolvimento, influenciando positivamente aspectos cognitivos, emocionais e culturais. Sua proposta alinhada à BNCC, somada à linguagem acessível e ao conteúdo estruturado, transforma o programa em ferramenta útil tanto para as crianças quanto para os adultos que as acompanham. Além de promover aprendizagens significativas, contribui para a formação de repertórios culturais sólidos, fortalecendo práticas pedagógicas e familiares na sociedade contemporânea.

⚖ Direitos Autorais – Ednalva Brito de Melo
22 de novembro de 2025

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Autismo na infância: como Detectar, Quais as medidas devem ser tomadas?

✍️AUTISMO NA INFÂNCIA: COMO DETECTAR E QUAIS MEDIDAS DEVEM SER TOMADAS

Por Ednalva Melo 

Resumo

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) manifesta-se desde os primeiros anos de vida, impactando o desenvolvimento social, comunicativo e comportamental da criança. Este artigo apresenta, de forma objetiva, os principais sinais para identificação precoce do autismo, o papel da escola, da família e da sociedade, além das medidas que devem ser adotadas para garantir o desenvolvimento e a inclusão efetiva da criança autista.

Palavras-chave: Autismo, Infância, Diagnóstico precoce, Inclusão escolar, Sociedade.


Introdução

O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por dificuldades na comunicação, interação social e comportamentos repetitivos. O diagnóstico precoce é essencial para que a criança receba as intervenções adequadas. A negligência na observação dos primeiros sinais compromete o processo de aprendizagem e o convívio social. Nesta coluna, aborda-se de forma direta e técnica como detectar o autismo na infância e quais ações devem ser tomadas por parte da escola, família e sociedade para assegurar o direito à inclusão e ao desenvolvimento integral.


Desenvolvimento

1. Identificação precoce

Detectar o autismo na infância exige observação atenta dos marcos do desenvolvimento. Crianças com TEA costumam apresentar atraso na fala, ausência de contato visual, pouca ou nenhuma resposta ao nome e dificuldade em compartilhar interesses. Além disso, podem demonstrar movimentos repetitivos, resistência a mudanças e hiperfoco em objetos ou atividades específicas.
O diagnóstico não deve ser feito apenas por observação leiga. A avaliação multiprofissional — envolvendo neurologista, psicólogo, fonoaudiólogo e psicopedagogo — é fundamental para confirmar o quadro e traçar o plano de intervenção.

2. O papel da escola

A escola é um espaço determinante para a identificação de sinais e para o acompanhamento do desenvolvimento da criança. Educadores capacitados são capazes de observar comportamentos atípicos e comunicar à família de forma ética e técnica. O ambiente escolar deve promover estratégias de ensino individualizadas, com adaptações curriculares e acompanhamento especializado, conforme previsto na Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015).
A escola que se omite diante das necessidades da criança autista incorre em negligência pedagógica e institucional. Cabe à gestão escolar adotar políticas de formação continuada e garantir recursos para o Atendimento Educacional Especializado (AEE).

3. Responsabilidade da família

A família tem papel central no processo diagnóstico e terapêutico. É dever dos responsáveis buscar acompanhamento profissional assim que os primeiros sinais surgirem. A negação do quadro ou a tentativa de “normalizar” comportamentos atípicos apenas adiam o acesso aos direitos e às terapias adequadas.
O acompanhamento familiar deve incluir orientação psicológica, capacitação sobre o transtorno e envolvimento nas intervenções pedagógicas. A família informada e participativa é essencial para o avanço da criança.

4. A função da sociedade

A sociedade ainda carrega estigmas em relação ao autismo, muitas vezes tratando a criança autista como incapaz ou isolando-a dos espaços de convivência. É preciso quebrar esse ciclo por meio da informação e do respeito às diferenças. A inclusão não se resume a aceitar a presença da criança, mas a oferecer condições reais de participação e aprendizado.
Campanhas públicas, programas de conscientização e políticas sociais de apoio às famílias autistas são medidas urgentes para reduzir o preconceito e ampliar as oportunidades de desenvolvimento.

5. Medidas cabíveis

Entre as medidas cabíveis, destacam-se:

Adoção de protocolos de triagem precoce em creches e escolas de educação infantil;

Formação continuada de professores sobre TEA e práticas inclusivas;

Criação de centros de referência municipais para diagnóstico e intervenção;

Garantia de terapias multidisciplinares pelo Sistema Único de Saúde (SUS);

Cumprimento da legislação educacional inclusiva, assegurando acompanhamento especializado em sala de aula.


Essas medidas são instrumentos legais e sociais que visam garantir à criança autista o direito ao aprendizado, à convivência e ao desenvolvimento humano pleno.


Conclusão

Detectar o autismo na infância requer responsabilidade compartilhada entre escola, família e sociedade. A ausência de diagnóstico precoce e de ações concretas constitui omissão grave. O compromisso com a inclusão vai além da teoria: exige prática pedagógica eficaz, políticas públicas consistentes e envolvimento social. A criança autista tem direito à educação, ao respeito e ao reconhecimento de suas potencialidades. Ignorar esses direitos é negar o princípio básico da dignidade humana.


⚖️ Por Ednalva Brito de Melo
Balança de Direitos Autorais — Todos os direitos reservados.
Publicado em novembro de 2025.

✍️12 de novembro de 2025

domingo, 26 de outubro de 2025

Artistas que Superaram o TDAH: O desafio e a Superação através do Autoconhecimento e do Tratamento Adequado


Artistas que Superaram o TDAH: O Desafio e a Superação Através do Autoconhecimento e do Tratamento Adequado

Resumo

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é uma condição neurobiológica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, caracterizando-se por desatenção, impulsividade e inquietação. Nos últimos anos, diversos artistas têm se posicionado publicamente sobre o diagnóstico, mostrando que, com tratamento e acompanhamento adequado, é possível administrar os sintomas e alcançar estabilidade emocional e profissional. Esta coluna apresenta casos de artistas nacionais e internacionais que, por meio de terapias, disciplina e conscientização, transformaram o TDAH em uma oportunidade de autoconhecimento e crescimento pessoal.

Palavras-chave: TDAH; artistas; superação; psicopedagogia; tratamento.

Introdução

O TDAH, por muito tempo, foi estigmatizado como um transtorno restrito à infância ou confundido com mera falta de disciplina. No entanto, estudos e relatos contemporâneos demonstram que a condição persiste na vida adulta e pode coexistir com carreiras de sucesso. O reconhecimento público de artistas diagnosticados com TDAH tem contribuído significativamente para a redução do preconceito e para o incentivo ao diagnóstico e tratamento adequados. A visibilidade dessas figuras públicas promove o debate sobre saúde mental e reforça a importância da psicopedagogia e da neuropsicologia no processo de compreensão e acolhimento da diversidade cognitiva.

Desenvolvimento

A atriz Fabiana Karla, em entrevista à Revista Veja, relatou como o diagnóstico de TDAH permitiu compreender aspectos de sua própria personalidade que antes eram confundidos com distração ou desorganização. Segundo a artista, a descoberta trouxe não apenas explicações, mas também soluções. Com o acompanhamento terapêutico e estratégias de rotina, Fabiana passou a gerenciar melhor o tempo e a concentração, transformando o hiperfoco em uma ferramenta criativa.

Outro caso relevante é o da cantora canadense Grimes, que revelou conviver com TDAH e autismo. Em suas declarações, ela destacou que o autoconhecimento e o apoio psicológico foram fundamentais para equilibrar a mente criativa com a necessidade de foco. A artista enfatiza que compreender o próprio funcionamento mental a ajudou a canalizar sua energia para projetos mais estruturados, evitando a exaustão e o descontrole impulsivo — sintomas comuns entre pessoas com o transtorno.

O cantor Justin Timberlake também reconheceu publicamente que enfrenta TDAH desde a infância. O artista afirmou que o diagnóstico precoce foi essencial para o desenvolvimento de habilidades de autogestão, disciplina e controle emocional, permitindo a manutenção de uma carreira sólida e equilibrada. Casos como o dele ilustram que o tratamento adequado e o suporte psicopedagógico são determinantes para o sucesso pessoal e profissional.

A cantora Solange Knowles, irmã de Beyoncé, igualmente revelou o diagnóstico e ressaltou a importância da medicação e do acompanhamento psicoterapêutico para lidar com os desafios do dia a dia. Solange demonstrou que, embora o transtorno traga limitações, ele também pode impulsionar a sensibilidade artística quando devidamente gerenciado.

No cenário nacional, outros nomes como Duda Reis e Rafa Brites têm utilizado as redes sociais para discutir o tema com responsabilidade. Ambas defendem que o TDAH deve ser tratado com seriedade, sem romantização, pois exige diagnóstico clínico, orientação profissional e, muitas vezes, acompanhamento medicamentoso. Essa postura tem grande relevância social, pois amplia a conscientização e estimula o público a buscar apoio especializado, evitando a autodiagnose comum nas plataformas digitais.

Esses exemplos evidenciam que a superação do TDAH não está relacionada à ausência do transtorno, mas à capacidade de conhecê-lo, tratá-lo e integrá-lo à rotina. A psicopedagogia e a neuropsicopedagogia desempenham papel essencial nesse processo, promovendo estratégias de aprendizado personalizadas e auxiliando no desenvolvimento de habilidades executivas — como foco, planejamento e autorregulação.

Conclusão

O TDAH, quando compreendido e tratado de forma interdisciplinar, deixa de ser um obstáculo e torna-se uma oportunidade de desenvolvimento humano. Os artistas que tornaram público o diagnóstico cumprem um papel social relevante ao demonstrar que a condição não define a identidade nem limita o potencial criativo. A superação está na adesão ao tratamento, na busca por equilíbrio e na valorização da saúde mental como parte integrante da vida. A psicopedagogia, enquanto campo de estudo e intervenção, contribui diretamente para a autonomia, a autoestima e a funcionalidade das pessoas com TDAH, reforçando que conhecimento e acolhimento são os caminhos mais eficazes para a inclusão e a superação.

Referências

VEJA. Fabiana Karla revela como lida com TDAH: “Faço questão de falar sobre o assunto”. Revista Veja, 2023. Disponível em: https://veja.abril.com.br.
VEJA. Ex de Elon Musk, Grimes revela autismo e TDAH. Revista Veja, 2022.
VEJA. Entenda a associação entre déficit de atenção e distúrbio do sono. Revista Veja, 2023.
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. DSM-5 – Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.
BRITO DE MELO, Ednalva. Coluna Social Educativa – TDAH e Superação. Poções – Bahia, 2025.

Visite meu blog://aprendizagemdomilenio.blogspot.com 
Instagram e Facebook 


⚖️ Por Ednalva Brito de Melo
Coluna Social Educativa – Outubro, 2025

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Coluna Social Educativa- É de casa: Tratamento no SUS para dificuldades de aprendizagem

✍️Coluna Social Educativa – É de Casa: Tratamento no SUS para Dificuldades de Aprendizagem

Autoria: Ednalva Brito de Melo

Resumo

O episódio do quadro Bem Estar, exibido pelo programa É de Casa da Rede Globo, abordou os desafios enfrentados por crianças e adolescentes com dificuldades de aprendizagem e destacou as políticas públicas e serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) voltados à identificação, diagnóstico e tratamento desses transtornos. Esta coluna analisa o tema sob uma perspectiva educacional e psicopedagógica, ressaltando a importância da integração entre escola, família e rede pública de saúde para o desenvolvimento integral do aluno.

Palavras-chave: dificuldades de aprendizagem; SUS; políticas públicas; psicopedagogia; inclusão educacional.


Introdução

As dificuldades de aprendizagem têm se tornado um tema de relevância crescente no cenário educacional e social brasileiro. O episódio do quadro Bem Estar, transmitido no programa É de Casa, trouxe à pauta uma questão de grande impacto coletivo: o papel do SUS no atendimento de pessoas com transtornos de aprendizagem, como dislexia, discalculia e TDAH. A abordagem televisiva reforçou a necessidade de ampliar a conscientização sobre a oferta de serviços públicos e o papel de cada esfera — saúde, educação e família — na construção de estratégias efetivas de inclusão e reabilitação cognitiva.

A exposição do tema em rede nacional evidencia a urgência de consolidar políticas intersetoriais que promovam o diagnóstico precoce, o acompanhamento contínuo e o suporte interdisciplinar aos estudantes com dificuldades persistentes no processo de aprendizagem.

Desenvolvimento

O Sistema Único de Saúde (SUS), conforme preconiza a Constituição Federal de 1988, assegura o direito universal à saúde, incluindo a atenção integral à saúde mental e ao desenvolvimento neuropsicológico. Dentro dessa perspectiva, o Bem Estar mostrou que o SUS oferece atendimento especializado por meio dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), onde profissionais multidisciplinares — psicólogos, fonoaudiólogos, psicopedagogos e neurologistas — atuam em conjunto para a avaliação e o tratamento das dificuldades cognitivas e comportamentais.

O programa destacou casos de alunos diagnosticados com dislexia e TDAH que, após o encaminhamento médico, passaram a receber acompanhamento terapêutico gratuito, resultando em avanços significativos no rendimento escolar e na autoestima. Essa atuação reforça a importância da parceria entre as escolas e as unidades básicas de saúde, garantindo um fluxo eficaz de triagem e encaminhamento.

Além disso, a reportagem enfatizou a necessidade de formação continuada dos educadores para reconhecer sinais precoces de transtornos de aprendizagem. A falta de preparo docente, associada à escassez de profissionais especializados na rede pública, ainda constitui um obstáculo para o atendimento integral e para o combate ao estigma que acompanha esses estudantes.

Do ponto de vista da psicopedagogia, a intervenção precoce é determinante para evitar prejuízos emocionais e sociais. A articulação entre diagnóstico clínico e acompanhamento educacional deve ser norteada por protocolos integrados, com foco no desenvolvimento de competências cognitivas e socioemocionais. Nesse contexto, o SUS tem papel estratégico, não apenas como serviço de reabilitação, mas como agente de promoção da saúde e da equidade social.

Outro aspecto relevante mencionado no episódio foi a inclusão familiar no processo terapêutico. O engajamento dos responsáveis potencializa os resultados das intervenções, criando um ambiente favorável à aprendizagem dentro e fora da escola. Essa cooperação entre família, escola e sistema de saúde é o eixo central de uma política de inclusão sustentável e humanizada.

Conclusão

O programa É de Casa, ao abrir espaço para o debate sobre o tratamento das dificuldades de aprendizagem no SUS, contribuiu para ampliar a visibilidade de um tema que afeta milhões de brasileiros. A iniciativa reforça a importância do diálogo entre mídia, ciência e sociedade, destacando que a aprendizagem é um direito social e que a atenção integral deve ser garantida a todos os cidadãos.

A efetividade das políticas públicas depende da consolidação de uma rede intersetorial articulada, onde saúde e educação atuem de forma complementar. É essencial que os municípios ampliem o acesso aos serviços especializados e invistam na capacitação dos profissionais envolvidos no processo de ensino e aprendizagem.

A inclusão educacional não se restringe à presença física na escola, mas envolve o reconhecimento das singularidades cognitivas e emocionais de cada sujeito. Assim, a abordagem apresentada no Bem Estar reafirma que o compromisso com a aprendizagem é, antes de tudo, um compromisso com a dignidade humana.


Referência

REDE GLOBO. É de Casa – Bem Estar: Tratamento no SUS para dificuldades de aprendizagem. Disponível em: https://globoplay.globo.com/v/11478857. Acesso em: 20 out. 2025.

Me siga no meu blog://aprendizagemdomilenio.blogspot.com 
Facebook e instagram 

⚖️ Coluna Social Educativa – por Ednalva Brito de Melo
Poções – Bahia, 20 de outubro de 2025

domingo, 12 de outubro de 2025

Dia da Criança: Um dia de inclusão e reconhecimento

✍️Dia da Criança: um dia de inclusão e reconhecimento

Autoria: Ednalva Melo
 

Resumo

O Dia da Criança deve ser compreendido não apenas como uma data comemorativa, mas como uma oportunidade de promover inclusão, respeito e reconhecimento das diferenças no processo de aprendizagem. Este artigo aborda a importância da valorização das crianças com transtornos de aprendizagem e o papel das instituições escolares e familiares na construção de uma sociedade mais justa e acolhedora.


Palavras-chave

Inclusão. Educação. Transtornos de Aprendizagem. Dia da Criança. Valorização. Respeito.

Introdução

O Dia da Criança, celebrado anualmente em 12 de outubro, ultrapassa o caráter comercial e festivo. A data representa uma ocasião para reflexão sobre o papel da infância na sociedade e o compromisso coletivo com a formação de cidadãos conscientes e integrados. No contexto educacional, torna-se essencial ampliar o olhar sobre as crianças com transtornos de aprendizagem, garantindo que também sejam reconhecidas e valorizadas por suas capacidades, talentos e singularidades.

A educação inclusiva deve ir além do discurso, materializando-se em práticas pedagógicas que assegurem o acesso, a permanência e o desenvolvimento integral de cada criança. Assim, o Dia da Criança pode e deve ser um marco simbólico de inclusão e reconhecimento.

Desenvolvimento

A aprendizagem é um processo complexo e individual, influenciado por fatores biológicos, emocionais, cognitivos e sociais. Crianças com transtornos específicos de aprendizagem, como dislexia, discalculia, disgrafia e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), enfrentam barreiras que exigem atenção diferenciada. No entanto, essas dificuldades não reduzem sua capacidade de aprender, apenas demandam metodologias adequadas, compreensão e acompanhamento constante.

Em muitas escolas, o Dia da Criança é marcado por festividades, brincadeiras e distribuição de presentes. Contudo, para que essa comemoração cumpra um papel verdadeiramente educativo, é necessário incluir atividades que promovam a empatia, a cooperação e o respeito às diferenças. A valorização das potencialidades individuais deve substituir a comparação entre desempenhos, reconhecendo que cada criança possui um ritmo e uma forma única de aprender e se expressar.

A educação contemporânea precisa abandonar práticas excludentes que reforçam desigualdades e estigmatizam alunos. O Dia da Criança pode ser utilizado como um instrumento pedagógico para repensar valores e atitudes, estimulando o diálogo entre educadores, pais e alunos sobre a importância da diversidade no ambiente escolar.

A inclusão escolar não se resume à presença física do aluno com dificuldades de aprendizagem em sala de aula. Ela implica garantir condições reais para que ele participe, aprenda e desenvolva autonomia. Isso requer formação continuada de professores, planejamento pedagógico adaptado, acompanhamento psicopedagógico e envolvimento da família.

Além disso, políticas públicas devem assegurar que todas as crianças, independentemente de suas limitações, tenham acesso a uma educação de qualidade. A efetivação da inclusão depende do comprometimento conjunto de escolas, gestores e sociedade civil.

O Dia da Criança deve ser entendido como um momento de reafirmação desses compromissos. Mais do que celebrar, é um dia para refletir sobre o quanto a sociedade valoriza e protege a infância.

Conclusão

O verdadeiro significado do Dia da Criança não está nos brinquedos ou nas festividades, mas na construção de uma cultura de respeito, equidade e valorização da diversidade. Para as crianças com transtornos de aprendizagem, essa data representa a oportunidade de serem reconhecidas como sujeitos de direitos, capazes de aprender e contribuir com suas singularidades para o coletivo.

Cabe à escola, à família e à sociedade atuar de forma integrada para garantir que a inclusão seja prática constante, e não exceção. Reconhecer, incluir e respeitar são ações que devem nortear a educação e as relações humanas todos os dias, e o Dia da Criança é o momento ideal para reafirmar esse compromisso.

Me siga no meu blog 
Aprendizagemdomilenio.blogspot.com 
Facebook e instagram 
⚖️ Direitos autorais: Coluna Social Educativa — Por Ednalva Brito de Melo
Outubro, 12 de 2025

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Saúde Mental dos professores: O Reflexo de um Sistema em Colapso

✍️Saúde Mental dos Professores: o Reflexo de um Sistema em Colapso

Por Ednalva Melo 

Resumo

A depressão e o esgotamento emocional vêm atingindo níveis alarmantes entre os professores brasileiros. Segundo dados da Agência Brasil, a saúde mental é hoje o principal problema enfrentado pela categoria, resultado de sobrecarga de trabalho, falta de valorização e condições precárias de ensino. Este texto analisa a situação de forma objetiva, apresentando uma reflexão crítica sobre o impacto da desestruturação educacional na vida psíquica do docente, e propõe medidas práticas para mitigação desse quadro.

Palavras-chave: professores; saúde mental; depressão; burnout; educação brasileira.

Introdução

A profissão docente, historicamente reconhecida por sua relevância social, vem sendo marcada por um crescente adoecimento psicológico. Dados divulgados pela Agência Brasil (2023) revelam que a saúde mental é o principal problema enfrentado pelos professores no país, ultrapassando questões salariais e estruturais.
O cenário é grave: sintomas de ansiedade, depressão e síndrome de burnout tornaram-se frequentes entre os profissionais da educação. Essa realidade exige uma abordagem direta e crítica, sem eufemismos, pois o adoecimento mental do professor é um reflexo do colapso de um sistema educacional que há muito ignora o bem-estar de quem o sustenta.

Desenvolvimento

A docência deixou de ser apenas uma função de ensinar para se tornar um campo de resistência emocional. Professores enfrentam salas superlotadas, desrespeito, acúmulo de funções administrativas e cobranças incompatíveis com o tempo e os recursos disponíveis. A falta de apoio psicológico institucional transforma o ambiente escolar em um espaço de desgaste constante.

A Agência Brasil, em sua reportagem de outubro de 2023, destacou que mais de 70% dos professores entrevistados relataram sintomas de estresse, ansiedade e depressão. O dado reflete o peso do sistema educacional sobre o indivíduo. O problema não é a fragilidade emocional do docente, mas a estrutura que o adoece.
A sociedade cobra resultados, mas não oferece condições mínimas para alcançá-los. Em muitas escolas públicas, o professor atua sem recursos pedagógicos adequados, sem apoio psicossocial e com salários que não condizem com a complexidade da profissão. Soma-se a isso o desrespeito cotidiano, tanto institucional quanto familiar, que fragiliza ainda mais o ambiente escolar.

A depressão docente não surge do nada. Ela é consequência direta da desvalorização profissional e do isolamento emocional. Muitos educadores não têm com quem dividir suas angústias, e o medo de serem rotulados como “fracos” ou “incapazes” os leva ao silêncio.
A ausência de políticas públicas de prevenção e tratamento agrava a situação. Ainda que alguns estados e municípios possuam programas de acolhimento psicológico, esses serviços são escassos e ineficientes diante da demanda crescente.

Em um país que coloca a educação como prioridade apenas no discurso, a saúde mental do professor se torna o retrato fiel da negligência estatal. A carga emocional acumulada compromete a qualidade do ensino, reduz a produtividade e, principalmente, destrói o entusiasmo pela profissão.
O resultado é visível: aumento de licenças médicas, evasão da carreira e desmotivação generalizada. Não há educação de qualidade possível quando quem ensina está emocionalmente exaurido.

A sociedade precisa compreender que cuidar da saúde mental do professor é investir na formação do cidadão. O docente equilibrado emocionalmente é capaz de inspirar, de transmitir conhecimento com empatia e de contribuir para uma geração mais consciente e equilibrada.
Contudo, enquanto o foco permanecer apenas em metas, avaliações e resultados numéricos, o adoecimento continuará se expandindo silenciosamente dentro das escolas.

Conclusão

A depressão entre professores é um alerta vermelho que exige resposta imediata do poder público e da sociedade. O problema não é individual; é estrutural. Não se trata de oferecer frases de incentivo ou campanhas superficiais, mas de implementar políticas efetivas de valorização, escuta e suporte psicológico.
A educação brasileira está em colapso não apenas por falta de recursos materiais, mas por ignorar a mente de quem ensina. Nenhum país evolui enquanto adoece seus educadores.

A hora é de ação e responsabilidade coletiva. A saúde mental docente deve ser tratada como prioridade nacional, com programas permanentes de prevenção, acompanhamento e valorização. O professor não precisa de piedade, precisa de condições humanas e institucionais para exercer seu trabalho com dignidade.


Referência

AGÊNCIA BRASIL. Saúde mental é principal problema para os professores, aponta pesquisa. Brasília: EBC, 2023. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023-10/saude-mental-principal-problema-para-os-professores-aponta-pesquisa. Acesso em: 06 out. 2025.

⚖️ Por Ednalva Brito de Melo
Coluna Social Educativa — Outubro, 2025

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Coluna Social Educativa; Metodologia Aplicada na Alfabetização

✍️Coluna Social Educativa: Metodologia Aplicada na Alfabetização

Resumo

Esta  coluna  analisa as metodologias aplicadas na alfabetização, com base em referenciais teóricos contemporâneos e nas orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Destaca-se a importância de práticas pedagógicas ativas, mediadas pelo professor e centradas no estudante, como meio de garantir o pleno desenvolvimento da leitura e da escrita.

Palavras-chave: Alfabetização; Metodologia; BNCC; Ensino Fundamental; Práticas pedagógicas.


Introdução

A alfabetização constitui um marco essencial da educação básica, representando não apenas o domínio da leitura e da escrita, mas também a inserção do sujeito em práticas sociais de linguagem. A metodologia aplicada nesse processo assume papel central na promoção de aprendizagens significativas. No Brasil, esse debate ganhou força a partir de autores como Magda Soares (2017), Paulo Freire (1989) e José Moran (2018), que, em diferentes perspectivas, apontam a alfabetização como prática social, cultural e pedagógica que exige engajamento ativo do estudante.


Desenvolvimento

O papel das metodologias na alfabetização

A alfabetização deve superar práticas mecanicistas, em que a criança é apenas receptora de conteúdos. Soares (2017) defende que alfabetizar e letrar são processos indissociáveis, sendo necessário ensinar o código escrito ao mesmo tempo em que se insere o estudante em práticas sociais de leitura e escrita.

Freire (1989) complementa essa visão ao afirmar que a alfabetização precisa ser dialógica, problematizadora e conectada com a realidade dos sujeitos. Essa perspectiva aproxima-se das metodologias ativas defendidas por Moran (2018), para quem “é impossível alfabetizar sem aprendizagem ativa”, pois o estudante aprende de forma mais consistente quando participa, experimenta e atribui significado ao que aprende.

Alfabetização e BNCC

A BNCC (BRASIL, 2017) estabelece como meta que os alunos estejam alfabetizados preferencialmente até o 2º ano do Ensino Fundamental. Para tanto, destaca a necessidade de práticas pedagógicas que integrem leitura, escrita e oralidade de forma contextualizada. Esse documento reforça o papel do professor como mediador e a urgência de estratégias diferenciadas para atender às especificidades de cada estudante.

Metodologias aplicadas na prática

No contexto escolar, diferentes metodologias têm sido utilizadas:

1. Método fônico ampliado – prioriza a consciência fonológica, favorecendo a decodificação e a fluência na leitura.


2. Construtivismo – considera as hipóteses de escrita do estudante, valorizando o erro como parte do processo de aprendizagem.


3. Metodologias ativas – projetos, resolução de problemas, leitura compartilhada e jogos pedagógicos que estimulam participação e autonomia.


4. Modelo híbrido – combina práticas presenciais e digitais, explorando aplicativos, plataformas interativas e ambientes virtuais de leitura.



A adoção de uma metodologia única não atende à complexidade do processo. O professor precisa integrar práticas, ajustando-se ao ritmo, às necessidades e ao contexto sociocultural da turma.

Avaliação contínua

Outro ponto relevante é a avaliação. Para Moran (2018), a avaliação deve ser processual e formativa, permitindo que o professor acompanhe o desenvolvimento do estudante em diferentes etapas. Assim, registros, sondagens de escrita e observações sistemáticas tornam-se ferramentas indispensáveis para diagnosticar avanços e intervir de modo eficaz.


Conclusão

A metodologia aplicada na alfabetização não pode limitar-se a técnicas isoladas ou à simples transmissão de conteúdos. É fundamental compreender a alfabetização como prática social, cultural e cognitiva, na qual o professor atua como mediador e o estudante como sujeito ativo do processo. Integrar métodos tradicionais, construtivistas e inovadores, aliados às orientações da BNCC, constitui um caminho para garantir o desenvolvimento pleno da leitura e da escrita. Em suma, alfabetizar é formar leitores e escritores críticos, capazes de interpretar e transformar a realidade por meio da linguagem.


Referências

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2017.

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 23. ed. São Paulo: Cortez, 1989.

MORAN, José. Metodologias ativas para uma aprendizagem mais profunda. São Paulo: Papirus, 2018.

SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. 14. ed. São Paulo: Contexto, 2017.


© ⚖️ Ednalva Brito de Melo – 29 de setembro de 2025

👉 siga no meu blog 
aprendizagemdomilenio.blogspot.com 
Facebook e instagram

Programa Cocoricó:Educação,Cultura e Formação Cognitiva infantil

COLUNA SOCIAL EDUCATIVA – TV CULTURA Colunista Ednalva Melo  Programa Cocoricó Educação, Cultura e Formação Cognitiva Infantil R...