sábado, 22 de novembro de 2025

Programa Cocoricó:Educação,Cultura e Formação Cognitiva infantil

COLUNA SOCIAL EDUCATIVA – TV CULTURA

Colunista Ednalva Melo 

Programa Cocoricó Educação, Cultura e Formação Cognitiva Infantil

Resumo

O Programa Cocoricó, exibido pela TV Cultura, é uma produção voltada ao público infantil que integra música, histórias e atividades lúdicas com objetivos educativos. Destina-se especialmente a crianças em fase de alfabetização e desenvolvimento psicomotor, oferecendo estímulos cognitivos, sociais e culturais. O conteúdo promove aprendizagens essenciais, impactando positivamente o repertório linguístico, emocional e social. Embora direcionado às crianças, também apresenta valor formativo para adultos responsáveis, educadores e cuidadores, funcionando como apoio pedagógico e sociocultural.

Palavras-chave: TV Cultura; Programa Cocoricó; Educação Infantil; Desenvolvimento Cognitivo; Programas Educativos.

Introdução

A programação infantil educativa ocupa um espaço fundamental na formação integral das crianças. O Programa Cocoricó, produzido pela TV Cultura, destaca-se por sua proposta pedagógica orientada à aprendizagem, à socialização e ao desenvolvimento cultural. Com linguagem acessível, personagens marcantes e atividades musicais, o programa promove competências vinculadas à educação formal e complementar, atendendo às necessidades contemporâneas da infância. Esta coluna apresenta a finalidade do programa, o público-alvo, as influências socioeducativas e a possibilidade de acompanhamento por adultos, analisando sua relevância para a formação das novas gerações.

Desenvolvimento

1. Finalidade e público atendido

O Programa Cocoricó destina-se predominantemente às crianças de 3 a 8 anos, fase correspondente ao período pré-escolar e aos primeiros anos do Ensino Fundamental. O conteúdo é estruturado para favorecer habilidades relacionadas a:

desenvolvimento da linguagem oral e escrita;

coordenação motora ampla e fina;

memorização e raciocínio lógico;

compreensão de regras sociais;

construção de autonomia e identidade;

educação emocional e convivência coletiva.


As ações pedagógicas do programa são alinhadas aos princípios da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o que fortalece o processo de aprendizagem nos ambientes escolar e doméstico. A apresentação das atividades por meio de músicas, histórias e interações simbólicas auxilia na consolidação de aprendizagens significativas e duradouras.

2. Influências educativas e socioculturais

O Cocoricó exerce influência direta sobre o desenvolvimento infantil por meio de estímulos visuais, sonoros e comportamentais. Entre as principais contribuições destacam-se:

2.1 Desenvolvimento cognitivo

As estruturas narrativas e musicais estimulam atenção, memória, associação de informações e ampliação de vocabulário. A diversidade de temas apresentados possibilita à criança compreender fenômenos do cotidiano, fortalecendo o raciocínio e a interpretação de situações.

2.2 Educação socioemocional

Os personagens e enredos reforçam habilidades sociais essenciais, como cooperação, respeito às diferenças, organização, autocuidado e resolução de pequenos conflitos. O programa incentiva atitudes positivas e reflexões adequadas ao contexto da infância moderna.

2.3 Formação cultural

Ao apresentar elementos da cultura brasileira por meio da música e da linguagem simbólica, o programa contribui para a preservação das tradições artísticas. A criança passa a reconhecer ritmos, expressões e referências regionais, ampliando sua identidade cultural.

2.4 Inclusão e diversidade

A abordagem visual e temática contempla diferentes perfis infantis, favorecendo acessibilidade cognitiva e inclusão sociocultural. A programação apoia alunos com transtornos da aprendizagem, oferecendo conteúdos que facilitam a compreensão e o acompanhamento, independentemente de limitações individuais.

3. Participação de adultos

Embora elaborado para crianças, o programa também possui valor formativo para adultos. Responsáveis, educadores e cuidadores podem assistir com o objetivo de:

compreender formas adequadas de mediação da aprendizagem;

utilizar o conteúdo como recurso pedagógico;

observar comportamentos infantis positivos;

reforçar rotinas educativas dentro do lar;

identificar temas relevantes para trabalhar em casa e na escola.


A participação adulta potencializa a aprendizagem e fortalece vínculos familiares por meio do acompanhamento construtivo da programação educativa.

4. Relevância contemporânea

Em tempos de excesso de estímulos digitais, conteúdos educativos de qualidade são essenciais. O Cocoricó contrasta com produções de entretenimento rápido e sem propósito pedagógico, oferecendo uma alternativa segura, formativa e alinhada às necessidades atuais da educação infantil. A TV Cultura mantém tradição em produzir conteúdos responsáveis, respeitando fases do desenvolvimento, limites psicológicos e diretrizes educacionais.

Conclusão

O Programa Cocoricó da TV Cultura cumpre função educativa relevante ao atender crianças na fase inicial do desenvolvimento, influenciando positivamente aspectos cognitivos, emocionais e culturais. Sua proposta alinhada à BNCC, somada à linguagem acessível e ao conteúdo estruturado, transforma o programa em ferramenta útil tanto para as crianças quanto para os adultos que as acompanham. Além de promover aprendizagens significativas, contribui para a formação de repertórios culturais sólidos, fortalecendo práticas pedagógicas e familiares na sociedade contemporânea.

⚖ Direitos Autorais – Ednalva Brito de Melo
22 de novembro de 2025

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Autismo na infância: como Detectar, Quais as medidas devem ser tomadas?

✍️AUTISMO NA INFÂNCIA: COMO DETECTAR E QUAIS MEDIDAS DEVEM SER TOMADAS

Por Ednalva Melo 

Resumo

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) manifesta-se desde os primeiros anos de vida, impactando o desenvolvimento social, comunicativo e comportamental da criança. Este artigo apresenta, de forma objetiva, os principais sinais para identificação precoce do autismo, o papel da escola, da família e da sociedade, além das medidas que devem ser adotadas para garantir o desenvolvimento e a inclusão efetiva da criança autista.

Palavras-chave: Autismo, Infância, Diagnóstico precoce, Inclusão escolar, Sociedade.


Introdução

O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por dificuldades na comunicação, interação social e comportamentos repetitivos. O diagnóstico precoce é essencial para que a criança receba as intervenções adequadas. A negligência na observação dos primeiros sinais compromete o processo de aprendizagem e o convívio social. Nesta coluna, aborda-se de forma direta e técnica como detectar o autismo na infância e quais ações devem ser tomadas por parte da escola, família e sociedade para assegurar o direito à inclusão e ao desenvolvimento integral.


Desenvolvimento

1. Identificação precoce

Detectar o autismo na infância exige observação atenta dos marcos do desenvolvimento. Crianças com TEA costumam apresentar atraso na fala, ausência de contato visual, pouca ou nenhuma resposta ao nome e dificuldade em compartilhar interesses. Além disso, podem demonstrar movimentos repetitivos, resistência a mudanças e hiperfoco em objetos ou atividades específicas.
O diagnóstico não deve ser feito apenas por observação leiga. A avaliação multiprofissional — envolvendo neurologista, psicólogo, fonoaudiólogo e psicopedagogo — é fundamental para confirmar o quadro e traçar o plano de intervenção.

2. O papel da escola

A escola é um espaço determinante para a identificação de sinais e para o acompanhamento do desenvolvimento da criança. Educadores capacitados são capazes de observar comportamentos atípicos e comunicar à família de forma ética e técnica. O ambiente escolar deve promover estratégias de ensino individualizadas, com adaptações curriculares e acompanhamento especializado, conforme previsto na Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015).
A escola que se omite diante das necessidades da criança autista incorre em negligência pedagógica e institucional. Cabe à gestão escolar adotar políticas de formação continuada e garantir recursos para o Atendimento Educacional Especializado (AEE).

3. Responsabilidade da família

A família tem papel central no processo diagnóstico e terapêutico. É dever dos responsáveis buscar acompanhamento profissional assim que os primeiros sinais surgirem. A negação do quadro ou a tentativa de “normalizar” comportamentos atípicos apenas adiam o acesso aos direitos e às terapias adequadas.
O acompanhamento familiar deve incluir orientação psicológica, capacitação sobre o transtorno e envolvimento nas intervenções pedagógicas. A família informada e participativa é essencial para o avanço da criança.

4. A função da sociedade

A sociedade ainda carrega estigmas em relação ao autismo, muitas vezes tratando a criança autista como incapaz ou isolando-a dos espaços de convivência. É preciso quebrar esse ciclo por meio da informação e do respeito às diferenças. A inclusão não se resume a aceitar a presença da criança, mas a oferecer condições reais de participação e aprendizado.
Campanhas públicas, programas de conscientização e políticas sociais de apoio às famílias autistas são medidas urgentes para reduzir o preconceito e ampliar as oportunidades de desenvolvimento.

5. Medidas cabíveis

Entre as medidas cabíveis, destacam-se:

Adoção de protocolos de triagem precoce em creches e escolas de educação infantil;

Formação continuada de professores sobre TEA e práticas inclusivas;

Criação de centros de referência municipais para diagnóstico e intervenção;

Garantia de terapias multidisciplinares pelo Sistema Único de Saúde (SUS);

Cumprimento da legislação educacional inclusiva, assegurando acompanhamento especializado em sala de aula.


Essas medidas são instrumentos legais e sociais que visam garantir à criança autista o direito ao aprendizado, à convivência e ao desenvolvimento humano pleno.


Conclusão

Detectar o autismo na infância requer responsabilidade compartilhada entre escola, família e sociedade. A ausência de diagnóstico precoce e de ações concretas constitui omissão grave. O compromisso com a inclusão vai além da teoria: exige prática pedagógica eficaz, políticas públicas consistentes e envolvimento social. A criança autista tem direito à educação, ao respeito e ao reconhecimento de suas potencialidades. Ignorar esses direitos é negar o princípio básico da dignidade humana.


⚖️ Por Ednalva Brito de Melo
Balança de Direitos Autorais — Todos os direitos reservados.
Publicado em novembro de 2025.

✍️12 de novembro de 2025

Programa Cocoricó:Educação,Cultura e Formação Cognitiva infantil

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