segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Coluna Social Educativa; Metodologia Aplicada na Alfabetização

✍️Coluna Social Educativa: Metodologia Aplicada na Alfabetização

Resumo

Esta  coluna  analisa as metodologias aplicadas na alfabetização, com base em referenciais teóricos contemporâneos e nas orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Destaca-se a importância de práticas pedagógicas ativas, mediadas pelo professor e centradas no estudante, como meio de garantir o pleno desenvolvimento da leitura e da escrita.

Palavras-chave: Alfabetização; Metodologia; BNCC; Ensino Fundamental; Práticas pedagógicas.


Introdução

A alfabetização constitui um marco essencial da educação básica, representando não apenas o domínio da leitura e da escrita, mas também a inserção do sujeito em práticas sociais de linguagem. A metodologia aplicada nesse processo assume papel central na promoção de aprendizagens significativas. No Brasil, esse debate ganhou força a partir de autores como Magda Soares (2017), Paulo Freire (1989) e José Moran (2018), que, em diferentes perspectivas, apontam a alfabetização como prática social, cultural e pedagógica que exige engajamento ativo do estudante.


Desenvolvimento

O papel das metodologias na alfabetização

A alfabetização deve superar práticas mecanicistas, em que a criança é apenas receptora de conteúdos. Soares (2017) defende que alfabetizar e letrar são processos indissociáveis, sendo necessário ensinar o código escrito ao mesmo tempo em que se insere o estudante em práticas sociais de leitura e escrita.

Freire (1989) complementa essa visão ao afirmar que a alfabetização precisa ser dialógica, problematizadora e conectada com a realidade dos sujeitos. Essa perspectiva aproxima-se das metodologias ativas defendidas por Moran (2018), para quem “é impossível alfabetizar sem aprendizagem ativa”, pois o estudante aprende de forma mais consistente quando participa, experimenta e atribui significado ao que aprende.

Alfabetização e BNCC

A BNCC (BRASIL, 2017) estabelece como meta que os alunos estejam alfabetizados preferencialmente até o 2º ano do Ensino Fundamental. Para tanto, destaca a necessidade de práticas pedagógicas que integrem leitura, escrita e oralidade de forma contextualizada. Esse documento reforça o papel do professor como mediador e a urgência de estratégias diferenciadas para atender às especificidades de cada estudante.

Metodologias aplicadas na prática

No contexto escolar, diferentes metodologias têm sido utilizadas:

1. Método fônico ampliado – prioriza a consciência fonológica, favorecendo a decodificação e a fluência na leitura.


2. Construtivismo – considera as hipóteses de escrita do estudante, valorizando o erro como parte do processo de aprendizagem.


3. Metodologias ativas – projetos, resolução de problemas, leitura compartilhada e jogos pedagógicos que estimulam participação e autonomia.


4. Modelo híbrido – combina práticas presenciais e digitais, explorando aplicativos, plataformas interativas e ambientes virtuais de leitura.



A adoção de uma metodologia única não atende à complexidade do processo. O professor precisa integrar práticas, ajustando-se ao ritmo, às necessidades e ao contexto sociocultural da turma.

Avaliação contínua

Outro ponto relevante é a avaliação. Para Moran (2018), a avaliação deve ser processual e formativa, permitindo que o professor acompanhe o desenvolvimento do estudante em diferentes etapas. Assim, registros, sondagens de escrita e observações sistemáticas tornam-se ferramentas indispensáveis para diagnosticar avanços e intervir de modo eficaz.


Conclusão

A metodologia aplicada na alfabetização não pode limitar-se a técnicas isoladas ou à simples transmissão de conteúdos. É fundamental compreender a alfabetização como prática social, cultural e cognitiva, na qual o professor atua como mediador e o estudante como sujeito ativo do processo. Integrar métodos tradicionais, construtivistas e inovadores, aliados às orientações da BNCC, constitui um caminho para garantir o desenvolvimento pleno da leitura e da escrita. Em suma, alfabetizar é formar leitores e escritores críticos, capazes de interpretar e transformar a realidade por meio da linguagem.


Referências

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2017.

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 23. ed. São Paulo: Cortez, 1989.

MORAN, José. Metodologias ativas para uma aprendizagem mais profunda. São Paulo: Papirus, 2018.

SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. 14. ed. São Paulo: Contexto, 2017.


© ⚖️ Ednalva Brito de Melo – 29 de setembro de 2025

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domingo, 28 de setembro de 2025

Coluna Educativa: A leitura em tempos de distração

🌹 Coluna Educativa

A leitura em tempos de distração

Por Ednalva Melo 

Resumo

Este texto analisa os impactos das distrações contemporâneas sobre a prática da leitura, ressaltando os desafios enfrentados por estudantes e pela sociedade em um contexto de excesso de estímulos digitais. O texto destaca a relevância da leitura como caminho de harmonia, bondade e florescimento humano, discutindo estratégias que favorecem a formação de leitores críticos e conscientes. Busca-se, assim, compreender como a leitura pode se fortalecer em meio às dificuldades impostas pela era da informação rápida.

Palavras-chave

Leitura; Distração; Educação; Harmonia; Florescer; Concentração; Sociedade.

Introdução

A leitura constitui um dos pilares da formação intelectual e cultural da humanidade. Ler não se limita a decodificar palavras, mas envolve compreender, interpretar e refletir sobre ideias que ampliam horizontes pessoais e coletivos. Contudo, na contemporaneidade, a prática da leitura enfrenta obstáculos crescentes, resultantes do excesso de estímulos digitais e da superficialidade informacional.

As distrações, promovidas sobretudo pelas redes sociais e dispositivos móveis, comprometem a capacidade de concentração e reduzem o tempo destinado a leituras profundas. Esse cenário coloca em risco não apenas a aprendizagem escolar, mas também a formação ética e social dos indivíduos. Assim, torna-se urgente refletir sobre a importância da leitura como caminho de florescimento humano, capaz de gerar harmonia, bondade e felicidade, mesmo em meio a desafios impostos pela era digital.

Desenvolvimento

A sociedade atual vive conectada em tempo integral. Notícias, imagens, vídeos e mensagens chegam de forma instantânea, competindo pela atenção dos sujeitos. Esse fluxo contínuo de informações fragmenta a mente, cria hábitos de dispersão e limita a paciência necessária para enfrentar leituras densas. Crianças, adolescentes e adultos passam horas diante das telas, mas dedicam cada vez menos tempo a livros e textos mais elaborados.

Entretanto, a leitura permanece insubstituível. Ela é instrumento de crescimento cognitivo e de construção social. Ler possibilita desenvolver raciocínio lógico, ampliar vocabulário e cultivar pensamento crítico. Ao mesmo tempo, favorece a sensibilidade humana, pois aproxima o leitor de diferentes culturas e visões de mundo. Essa experiência promove harmonia nas relações, desperta a bondade e abre caminhos para a solidariedade.

Do ponto de vista educacional, a falta de hábito de leitura gera consequências diretas no desempenho escolar. Estudantes com dificuldades de concentração encontram obstáculos para compreender textos, produzir redações e interpretar questões em provas. A ausência de leitura consistente também prejudica a capacidade de argumentação e limita a criatividade. Por isso, estimular a prática leitora desde a infância é fundamental para garantir uma formação sólida.

A família desempenha papel decisivo nesse processo. Pais e responsáveis que cultivam a leitura em casa, compartilham livros e reservam momentos de leitura conjunta contribuem para criar uma cultura leitora. Do mesmo modo, a escola precisa ir além da cobrança de tarefas e oferecer experiências que despertem prazer e motivação para a leitura. Projetos como clubes do livro, saraus literários, rodas de leitura e debates críticos são estratégias eficazes para aproximar o estudante dos textos.

Outro aspecto relevante é o impacto da leitura na formação social. Uma sociedade leitora torna-se mais consciente de seus direitos, mais crítica diante das injustiças e mais aberta ao diálogo. A leitura, nesse sentido, não é apenas uma atividade individual, mas um ato coletivo de construção da cidadania. Em contraste com as distrações efêmeras do meio digital, a leitura representa um caminho de aprofundamento, florescimento e verdadeira transformação social.

É importante ainda considerar o valor simbólico da leitura. Ao dedicar tempo às páginas de um livro, o indivíduo escolhe desacelerar e criar um espaço de introspecção. Esse momento de recolhimento fortalece a mente, acalma as emoções e promove equilíbrio. Assim como uma flor que desabrocha em silêncio, a leitura floresce discretamente, mas seus efeitos são duradouros e transformadores.

Para superar os desafios impostos pela dispersão, é necessário disciplina. Reservar diariamente um período específico para ler, mesmo que seja breve, pode transformar gradualmente a relação com os textos. Evitar interrupções tecnológicas durante esse momento também é essencial. Além disso, selecionar obras que dialoguem com os interesses do leitor aumenta a motivação e favorece a continuidade da prática.

Em suma, a leitura, quando cultivada com constância e dedicação, torna-se fonte de felicidade e harmonia. É uma atividade que conduz a caminhos de bondade, florescimento intelectual e desenvolvimento humano, consolidando-se como uma das mais nobres conquistas da civilização. 

Conclusão

A leitura em tempos de distração representa um desafio, mas também uma oportunidade. Embora a sociedade contemporânea esteja imersa em estímulos digitais que dispersam a atenção, a leitura resiste como prática fundamental para a formação crítica, ética e cultural. Ao investir em políticas educacionais que valorizem a leitura, ao fortalecer o papel da família e ao criar espaços coletivos de incentivo, é possível construir uma sociedade mais harmônica e consciente.

O hábito de ler deve ser compreendido não apenas como ferramenta escolar, mas como caminho de florescimento humano e social. Em meio às distrações passageiras, a leitura permanece como uma prática duradoura, promotora de felicidade, amor, bondade e transformação. Cabe a cada geração o compromisso de cultivá-la e transmiti-la, garantindo que o conhecimento e a sabedoria floresçam, assim como flores que anunciam novos caminhos e renovam a vida.


⚖️ Direitos Autorais – Por Ednalva Brito de Melo
28 de setembro de 2025

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quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Estudo de caso:A importância da Mediação Pedagógica na associação Leitura- Escrita

✍️ Estudo de Caso: A importância da Mediação Pedagógica na Associação Leitura - Escrita

Resumo
O presente texto apresenta um estudo de caso sobre uma criança que, apesar de dominar a escrita em termos gráficos, não conseguiu desenvolver plenamente a leitura. Busca-se analisar o fenômeno sob a ótica psicopedagógica, destacando a importância da associação entre leitura e escrita para a consolidação do processo de alfabetização. A reflexão fundamenta-se em teorias de estudiosos como Emília Ferreiro e Lev Vygotsky, e propõe estratégias de intervenção pedagógica que favoreçam a harmonia no desenvolvimento da aprendizagem, promovendo um florescimento acadêmico comparável a um jardim em crescimento.

Palavras-chave: alfabetização, leitura, escrita, psicopedagogia, estudo de caso

Introdução

A alfabetização é um dos momentos mais significativos do processo educacional, pois representa a abertura de caminhos para a autonomia e para o acesso ao conhecimento. Contudo, em determinadas situações, observa-se que algumas crianças conseguem reproduzir a escrita gráfica, mas não estabelecem a conexão entre o que escrevem e o ato de ler. Esse desencontro gera uma lacuna que precisa ser investigada com rigor científico e intervenções específicas.


Desenvolvimento

Estudo de Caso

Trata-se da análise de uma criança fictícia, identificada como “X”, que demonstra habilidade em registrar palavras no papel, mas não consegue associar esse registro à leitura. Esse fenômeno pode ser compreendido a partir das contribuições de Emília Ferreiro (1985), que enfatiza a importância da construção ativa do conhecimento, e de Lev Vygotsky (1991), que destaca a mediação social e a linguagem como elementos essenciais na internalização de conceitos.

Reflexão Psicopedagógica

A escrita, quando não acompanhada da leitura, torna-se um ato mecânico, desvinculado da compreensão. Essa situação revela que a criança não percorreu todas as etapas do processo de alfabetização, como a consciência fonológica, a correspondência grafofônica e a compreensão do código escrito. É fundamental compreender que alfabetizar não significa apenas decifrar símbolos, mas integrá-los ao universo da leitura, que floresce como um jardim de significados e amplia horizontes.

Estratégias de Intervenção

Diagnóstico psicopedagógico detalhado para identificar as causas da dissociação.

Atividades de consciência fonológica que favoreçam a associação entre sons e letras.

Práticas de leitura compartilhada em voz alta, promovendo interação e significação.

Exercícios lúdicos que unam leitura e escrita em um mesmo processo.


Essas ações, quando aplicadas com consistência, podem conduzir à harmonia entre a escrita e a leitura, permitindo que a criança floresça no ambiente escolar com alegria e confiança.


Conclusão

O estudo de caso apresentado evidencia a necessidade de olhar para além da capacidade mecânica de escrever. A alfabetização plena ocorre quando leitura e escrita se entrelaçam em um processo integrado, promovendo autonomia, felicidade e um florescer contínuo de saberes. Para o educador, cabe o papel de jardineiro, que cultiva com paciência e rigor científico as condições para que cada criança alcance seu pleno potencial.


Referências

FERREIRO, Emília; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 1985.

VYGOTSKY, Lev S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 7. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

SOARES, Magda. Alfabetização e letramento. 7. ed. São Paulo: Contexto, 2020.

MORAIS, Artur Gomes de. Consciência fonológica na educação infantil e no ciclo de alfabetização. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2019.

TFOUNI, Leda Verdiani. Letramento e alfabetização. 11. ed. São Paulo: Cortez, 2018.


📚⚖️ Por Ednalva Brito de Melo
25 de setembro de 2025

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terça-feira, 23 de setembro de 2025

BNCC: Pontos sobre a mesa

BNCC: Pontos sobre a Mesa

✍️ Por Ednalva Brito de Melo
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Resumo

Esta coluna apresenta uma entrevista que busca esclarecer a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), discutindo suas intenções, desafios e impactos na educação brasileira. O formato direto permite que o leitor compreenda, critique e reflita sobre a implementação da BNCC na prática escolar.

Palavras-chave: BNCC, Educação Básica, Currículo, Competências, Formação Docente.


Introdução

A BNCC é frequentemente mencionada em debates sobre educação no Brasil. Mas o que ela realmente significa para alunos, professores e escolas? Para responder, entrevistamos a especialista em educação e pedagogia, Dra. Mariana Silva.

Entrevista: Pontos sobre a  Mesa

Ednalva: Dra. Mariana, a BNCC é obrigatória. Mas o que isso quer dizer na prática para professores e escolas?
Dra. Mariana Silva: Significa que todo currículo da educação básica, pública ou privada, precisa estar alinhado à BNCC. Ela estabelece habilidades e competências essenciais, garantindo um padrão mínimo de aprendizagem para todos os estudantes, independentemente da região.

Ednalva: Algumas críticas dizem que a BNCC é “engessada”. O que a senhora acha?
Dra. Mariana Silva: É uma crítica que precisamos entender. A BNCC define uma base comum, mas permite adaptação local. A rigidez só aparece quando escolas ou redes tentam seguir o documento à risca, sem contextualizar o ensino para suas realidades.

Ednalva: E quanto às competências socioemocionais e habilidades de cidadania, como ficam?
Dra. Mariana Silva: Esse é um ponto positivo. A BNCC não se limita a conteúdos acadêmicos; ela visa formar cidadãos críticos, autônomos e éticos. Porém, para isso dar certo, professores precisam de formação continuada.

Ednalva: Existem desafios práticos para implementar a BNCC no dia a dia da sala de aula?
Dra. Mariana Silva: Muitos. Incluem falta de material didático adequado, resistência à mudança, sobrecarga de planejamento e dificuldade de avaliação das novas competências. Sem suporte, a BNCC pode ficar no papel.

Ednalva: Então, qual é o saldo final da BNCC para o Brasil?
Dra. Mariana Silva: Positivo, se houver implementação consciente. Ela cria equidade e padrões mínimos, mas só transformará a educação se professores forem preparados e escolas tiverem flexibilidade para contextualizar o ensino.

Conclusão

A BNCC é, sem dúvida, um marco legal e pedagógico no Brasil. Mas “colocar pontos sobre a mesa” significa reconhecer seus desafios, apoiar professores e garantir que cada estudante tenha oportunidades reais de aprendizagem. A base existe — cabe a todos nós fazê-la funcionar.
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✍️23 de Setembro de 2025.

sábado, 20 de setembro de 2025

Coluna Social Educativa: Sobre a BNCC

✍️ Coluna Social Educativa: O que é a BNCC?

Por Ednalva Brito de Melo
Blog: aprendizagemdomilenio.blogspot.com


Resumo

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é o documento normativo que define as aprendizagens essenciais a serem garantidas a todos os estudantes da Educação Básica no Brasil. Esta coluna apresenta, de forma objetiva e crítica, os fundamentos, a estrutura e as implicações desse documento na prática escolar.

Palavras-chave: BNCC; Educação Básica; Currículo; Competências; Aprendizagem.


Introdução

A BNCC, aprovada em 2017 pelo Conselho Nacional de Educação e homologada pelo Ministério da Educação, tornou-se referência obrigatória para a construção dos currículos de todas as escolas públicas e privadas do país. Não se trata de um guia opcional, mas de um marco normativo que estabelece competências e habilidades mínimas que todo estudante brasileiro deve desenvolver ao longo de sua trajetória escolar. Esta coluna analisa o papel da BNCC, seus objetivos e os impactos diretos sobre a prática pedagógica.


Desenvolvimento

A BNCC é organizada em três etapas: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio. Cada etapa apresenta competências específicas e habilidades que orientam o processo de ensino-aprendizagem. O documento prevê dez competências gerais, entre as quais destacam-se: o desenvolvimento do pensamento científico, crítico e criativo; a valorização da diversidade cultural; a apropriação da cultura digital; e a formação de cidadãos participativos.

O caráter da BNCC é normativo. Ela determina um mínimo de conteúdos e aprendizagens obrigatórias, garantindo que, independentemente da região ou rede de ensino, o estudante tenha acesso ao mesmo núcleo de conhecimento. Isso significa que uma criança matriculada em uma escola urbana do Sudeste e outra em uma escola rural do Norte devem aprender, de forma essencial, os mesmos fundamentos em Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Humanas e da Natureza, além das competências transversais.

Entretanto, é necessário compreender que a BNCC não é um currículo fechado. O documento oferece diretrizes gerais, cabendo aos sistemas estaduais e municipais detalhar os currículos, respeitando especificidades regionais. Em outras palavras, a BNCC é o ponto de partida, mas não o ponto final.

Na prática, a BNCC reorganizou o modo como se pensa a educação no Brasil. Ela rompeu com a concepção tradicional de ensino centrado apenas em conteúdos, direcionando o foco para competências e habilidades. O objetivo central é preparar o estudante para lidar com problemas reais, aplicar o conhecimento de forma prática e desenvolver autonomia intelectual.

A obrigatoriedade de seguir a BNCC tem impacto direto em diversos setores:

1. Formação de professores: os cursos de licenciatura passaram a alinhar suas matrizes formativas às competências gerais da BNCC.


2. Livros didáticos: as editoras adequaram seus materiais às novas exigências, obedecendo à estrutura do documento.


3. Avaliações nacionais: exames como a Prova Brasil e o Enem passaram a dialogar com as competências e habilidades descritas na BNCC.

Um ponto relevante é que a BNCC busca reduzir desigualdades educacionais. Ao estabelecer padrões comuns, o documento pretende impedir que determinadas populações tenham acesso a uma educação inferior apenas por viverem em regiões menos favorecidas. Contudo, críticas persistem: muitos especialistas questionam se, na prática, as redes públicas mais carentes terão condições de implementar a BNCC com a mesma qualidade que as redes privadas.

Outro aspecto é a ênfase nos multiletramentos e na interdisciplinaridade. A BNCC reconhece que a sociedade contemporânea exige mais do que leitura e escrita tradicionais. É necessário formar sujeitos capazes de interagir em ambientes digitais, compreender linguagens diversas e integrar saberes para resolver problemas complexos.

Em síntese, a BNCC redefine a lógica da escola brasileira, exigindo mudanças na mentalidade de gestores, professores e sistemas de ensino. É um documento que não pode ser ignorado, sob pena de descompasso entre a prática pedagógica e a legislação educacional vigente.


Conclusão

A BNCC é mais do que um documento burocrático: trata-se de um marco normativo que orienta a educação brasileira. Ao estabelecer aprendizagens essenciais, busca equalizar oportunidades, promover competências amplas e preparar os estudantes para o século XXI. Embora enfrente críticas quanto à viabilidade de sua implementação, especialmente em contextos de desigualdade social, sua obrigatoriedade a torna central no debate educacional. Conhecer a BNCC não é apenas uma tarefa de professores ou gestores, mas de toda a sociedade interessada em compreender o futuro da educação no Brasil.

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📚⚖️ Direitos Autorais: Coluna registrada por Ednalva Brito de Melo.
20 de setembro de 2025.

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Entre o caos e a Calma: Como superar as Prisões Invisíveis da Mente

✍️ Coluna Social Educativa

Entre o Caos e a Calma: como superar as prisões invisíveis da mente

🌻Por Ednalva Melo
Blog: aprendizagemdomilenio.blogspot.com

Resumo

O presente artigo discute os dilemas emocionais da contemporaneidade, analisando como os pensamentos fragmentados, semelhantes a uma colcha de retalhos, aprisionam o ser humano em ciclos de ansiedade, caos e infelicidade. Inspirado nas reflexões do Dr. Augusto Cury, o texto propõe uma análise crítica sobre os cárceres invisíveis da mente e sugere a superação como caminho para a liberdade interior.

Palavras-chave: Caos emocional. Colcha de retalhos. Prisão mental. Superação. Saúde emocional. Autoconhecimento.

Introdução

Vivemos em uma era marcada pelo excesso de preocupações, pela aceleração do tempo e pelas prisões invisíveis que nós mesmos criamos. O mundo contemporâneo, definido por Dr. Augusto Cury como “a era dos mendigos emocionais”, coloca-nos diante de uma contradição: ao mesmo tempo em que buscamos a felicidade, permanecemos acorrentados a pensamentos fragmentados, lembranças dolorosas e expectativas inalcançáveis.


Desenvolvimento

A mente humana tornou-se, muitas vezes, uma colcha de retalhos. Fragmentos de experiências, decepções e inseguranças se entrelaçam e formam um tecido pesado, difícil de carregar. O caos interior cresce quando permitimos que essas peças se tornem grades que aprisionam nossa capacidade de viver plenamente.

Não são poucos os que se habituam a viver nesse cárcere psicológico, encontrando até mesmo um estranho prazer no sofrimento. O desequilíbrio, em certos casos, se torna familiar, quase como uma morada onde a mente repousa, mesmo à custa da paz interior.

Entre os transtornos modernos que agravam esse cenário estão o TDAH, o autismo e os déficits de aprendizagem. Contudo, mais do que diagnósticos clínicos, trata-se de um reflexo da dificuldade de gerenciar emoções e pensamentos. Somos, muitas vezes, gestores desatentos de nossa própria mente, negligenciando a oportunidade de corrigir o “território mental e dos olhos”.

Superar não significa apagar feridas, mas aprender a caminhar com elas, ressignificando a dor. Navegar dentro de si, em um caso de amor com a própria vida, é escolher reorganizar os retalhos mentais, costurando novas percepções que tragam sentido, serenidade e equilíbrio.

Conclusão

Entre o caos e a calma existe um território silencioso: o da consciência. Não se trata de destruir a colcha de retalhos que carregamos, mas de aprender a alinhavar os pedaços com novos fios — fios de coragem, autocompaixão e superação. O cárcere da mente só se mantém fechado enquanto a chave permanece escondida em nossos próprios bolsos. Que cada leitor ouse procurá-la e, ao encontrar, liberte-se da prisão invisível que ele mesmo construiu.

Referência

CURY, Augusto. Live sobre saúde emocional. [s.l.], 2025.


🌻 16 de setembro de 2025

Coluna Social Educativa: Alfabetização e multiletramento sob o olhar do Sistema Positivo e da BNCC.

✍️Coluna Social Educativa: Alfabetização e Multiletramento sob o olhar do Sistema Positivo e da BNCC

🌻Ednalva Brito de Melo
Blog: aprendizagemdomilenio.blogspot.com


Resumo

O presente texto tem como objetivo analisar a concepção de alfabetização e multiletramento à luz da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e da proposta pedagógica do Sistema Positivo de Ensino, conforme exposto na Revista Sistema Positivo Nova 2023 – 1º semestre. A alfabetização é entendida como processo inicial de inserção do estudante no mundo letrado, mas que, no contexto contemporâneo, deve ser ampliada pela perspectiva do multiletramento, abarcando práticas de leitura e escrita em diferentes linguagens, suportes e mídias. A BNCC estabelece competências voltadas ao letramento crítico e social, enquanto o Sistema Positivo propõe metodologias que visam aproximar teoria e prática por meio do uso de materiais impressos, digitais e audiovisuais. No entanto, persistem desafios quanto à formação docente, às condições estruturais das escolas e à efetividade das políticas públicas. O texto analisa criticamente tais aspectos e busca provocar reflexão acerca da real possibilidade de consolidação de uma educação voltada ao desenvolvimento pleno das competências linguísticas e comunicativas.

Palavras-chave: Alfabetização; Multiletramento; BNCC; Sistema Positivo; Educação.


Introdução

A alfabetização constitui-se como uma das etapas centrais da educação básica, tradicionalmente vinculada ao domínio da leitura e da escrita. Entretanto, a partir da instituição da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), esse processo ganhou novas dimensões ao ser associado ao conceito de multiletramento, que considera a pluralidade de linguagens, práticas sociais e recursos midiáticos presentes no cotidiano do estudante.

Nesse contexto, o Sistema Positivo de Ensino, em publicações recentes, especialmente na Revista Nova 2023 – 1º semestre, adota tal perspectiva ao propor metodologias que integram alfabetização e multiletramento, dialogando diretamente com as competências gerais estabelecidas pela BNCC.

O presente texto tem como objetivo analisar criticamente as aproximações e os limites entre a BNCC e a proposta pedagógica do Sistema Positivo no que se refere à alfabetização e ao multiletramento. Para tanto, serão examinados os fundamentos teóricos estabelecidos pela BNCC, as estratégias didáticas apresentadas pelo Sistema Positivo e os desafios práticos relacionados à aplicação dessas concepções no espaço escolar.

Desenvolvimento

A BNCC estabelece que a alfabetização deve ocorrer prioritariamente nos dois primeiros anos do ensino fundamental, articulando-se à noção de letramento, entendida como prática social que transcende a mera decodificação de palavras. Ao incluir o conceito de multiletramento, a BNCC amplia o campo de atuação docente, pois reconhece que os alunos devem aprender a lidar não apenas com textos escritos, mas também com imagens, vídeos, áudios e outros recursos multimodais.

O Sistema Positivo de Ensino, por sua vez, destaca na Revista Nova 2023 – 1º semestre que alfabetizar não pode ser reduzido ao ensino mecânico da leitura e da escrita. A proposta é alinhada às diretrizes da BNCC e busca incorporar práticas de leitura crítica e de produção textual que contemplem diferentes linguagens. Nesse sentido, o material didático orienta o professor a utilizar múltiplos gêneros discursivos, promovendo situações em que os estudantes aprendam a interpretar desde narrativas literárias até postagens em redes sociais.

Apesar da convergência teórica, observa-se uma distância significativa entre o discurso pedagógico e a prática cotidiana. A implementação efetiva dessas propostas depende de condições materiais, da formação docente continuada e do acesso a recursos tecnológicos. Muitas escolas ainda carecem de infraestrutura básica, o que dificulta o desenvolvimento de atividades interativas e multimodais. Além disso, a formação inicial de professores nem sempre contempla os pressupostos do multiletramento, limitando sua atuação.

Outro aspecto relevante é a tendência de alguns sistemas de ensino, incluindo o Positivo, de adotar recursos digitais de maneira superficial, apenas como acréscimo às atividades tradicionais, sem promover efetiva reflexão crítica. Essa prática pode reduzir o multiletramento a mero consumo de ferramentas tecnológicas, em vez de estimular análise, interpretação e autoria por parte do estudante.

Diante disso, torna-se imprescindível que a alfabetização seja compreendida como processo complexo, no qual a leitura e a escrita se articulam a competências comunicativas mais amplas, capazes de preparar o estudante para enfrentar os desafios da sociedade contemporânea. Tanto a BNCC quanto o Sistema Positivo apontam caminhos nesse sentido, mas a concretização de tais propostas exige políticas públicas eficazes, formação docente qualificada e investimento estrutural.

Conclusão

A análise conjunta da BNCC e da proposta do Sistema Positivo revela um consenso fundamental: alfabetizar no século XXI significa ir além do ensino convencional da leitura e da escrita, incorporando práticas de multiletramento que possibilitem ao estudante atuar criticamente em diferentes contextos socioculturais e midiáticos. Contudo, persistem lacunas entre a teoria e a prática, evidenciadas pela falta de formação docente específica, pelas desigualdades estruturais do sistema educacional brasileiro e pela superficialidade no uso de recursos digitais em algumas experiências pedagógicas.

A reflexão final que se impõe é a seguinte: até que ponto as concepções de alfabetização e multiletramento, amplamente discutidas em documentos oficiais e materiais de sistemas de ensino, alcançam de fato o cotidiano das salas de aula? A resposta depende da capacidade de transformar diretrizes normativas e propostas editoriais em práticas pedagógicas consistentes, sustentadas por políticas de valorização docente e investimentos adequados. Sem tais condições, corre-se o risco de reduzir conceitos inovadores a discursos retóricos.

Referências

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2017. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 13 set. 2025.

SISTEMA POSITIVO DE ENSINO. Revista Nova 2023 – 1º semestre. Curitiba: Sistema Positivo de Ensino, 2023.

⚖️ Por Ednalva Brito de Melo

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✍️ Setembro, 15 de 2025

Programa Cocoricó:Educação,Cultura e Formação Cognitiva infantil

COLUNA SOCIAL EDUCATIVA – TV CULTURA Colunista Ednalva Melo  Programa Cocoricó Educação, Cultura e Formação Cognitiva Infantil R...