segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Coluna Social Educativa; Metodologia Aplicada na Alfabetização

✍️Coluna Social Educativa: Metodologia Aplicada na Alfabetização

Resumo

Esta  coluna  analisa as metodologias aplicadas na alfabetização, com base em referenciais teóricos contemporâneos e nas orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Destaca-se a importância de práticas pedagógicas ativas, mediadas pelo professor e centradas no estudante, como meio de garantir o pleno desenvolvimento da leitura e da escrita.

Palavras-chave: Alfabetização; Metodologia; BNCC; Ensino Fundamental; Práticas pedagógicas.


Introdução

A alfabetização constitui um marco essencial da educação básica, representando não apenas o domínio da leitura e da escrita, mas também a inserção do sujeito em práticas sociais de linguagem. A metodologia aplicada nesse processo assume papel central na promoção de aprendizagens significativas. No Brasil, esse debate ganhou força a partir de autores como Magda Soares (2017), Paulo Freire (1989) e José Moran (2018), que, em diferentes perspectivas, apontam a alfabetização como prática social, cultural e pedagógica que exige engajamento ativo do estudante.


Desenvolvimento

O papel das metodologias na alfabetização

A alfabetização deve superar práticas mecanicistas, em que a criança é apenas receptora de conteúdos. Soares (2017) defende que alfabetizar e letrar são processos indissociáveis, sendo necessário ensinar o código escrito ao mesmo tempo em que se insere o estudante em práticas sociais de leitura e escrita.

Freire (1989) complementa essa visão ao afirmar que a alfabetização precisa ser dialógica, problematizadora e conectada com a realidade dos sujeitos. Essa perspectiva aproxima-se das metodologias ativas defendidas por Moran (2018), para quem “é impossível alfabetizar sem aprendizagem ativa”, pois o estudante aprende de forma mais consistente quando participa, experimenta e atribui significado ao que aprende.

Alfabetização e BNCC

A BNCC (BRASIL, 2017) estabelece como meta que os alunos estejam alfabetizados preferencialmente até o 2º ano do Ensino Fundamental. Para tanto, destaca a necessidade de práticas pedagógicas que integrem leitura, escrita e oralidade de forma contextualizada. Esse documento reforça o papel do professor como mediador e a urgência de estratégias diferenciadas para atender às especificidades de cada estudante.

Metodologias aplicadas na prática

No contexto escolar, diferentes metodologias têm sido utilizadas:

1. Método fônico ampliado – prioriza a consciência fonológica, favorecendo a decodificação e a fluência na leitura.


2. Construtivismo – considera as hipóteses de escrita do estudante, valorizando o erro como parte do processo de aprendizagem.


3. Metodologias ativas – projetos, resolução de problemas, leitura compartilhada e jogos pedagógicos que estimulam participação e autonomia.


4. Modelo híbrido – combina práticas presenciais e digitais, explorando aplicativos, plataformas interativas e ambientes virtuais de leitura.



A adoção de uma metodologia única não atende à complexidade do processo. O professor precisa integrar práticas, ajustando-se ao ritmo, às necessidades e ao contexto sociocultural da turma.

Avaliação contínua

Outro ponto relevante é a avaliação. Para Moran (2018), a avaliação deve ser processual e formativa, permitindo que o professor acompanhe o desenvolvimento do estudante em diferentes etapas. Assim, registros, sondagens de escrita e observações sistemáticas tornam-se ferramentas indispensáveis para diagnosticar avanços e intervir de modo eficaz.


Conclusão

A metodologia aplicada na alfabetização não pode limitar-se a técnicas isoladas ou à simples transmissão de conteúdos. É fundamental compreender a alfabetização como prática social, cultural e cognitiva, na qual o professor atua como mediador e o estudante como sujeito ativo do processo. Integrar métodos tradicionais, construtivistas e inovadores, aliados às orientações da BNCC, constitui um caminho para garantir o desenvolvimento pleno da leitura e da escrita. Em suma, alfabetizar é formar leitores e escritores críticos, capazes de interpretar e transformar a realidade por meio da linguagem.


Referências

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2017.

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 23. ed. São Paulo: Cortez, 1989.

MORAN, José. Metodologias ativas para uma aprendizagem mais profunda. São Paulo: Papirus, 2018.

SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. 14. ed. São Paulo: Contexto, 2017.


© ⚖️ Ednalva Brito de Melo – 29 de setembro de 2025

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domingo, 28 de setembro de 2025

Coluna Educativa: A leitura em tempos de distração

🌹 Coluna Educativa

A leitura em tempos de distração

Por Ednalva Melo 

Resumo

Este texto analisa os impactos das distrações contemporâneas sobre a prática da leitura, ressaltando os desafios enfrentados por estudantes e pela sociedade em um contexto de excesso de estímulos digitais. O texto destaca a relevância da leitura como caminho de harmonia, bondade e florescimento humano, discutindo estratégias que favorecem a formação de leitores críticos e conscientes. Busca-se, assim, compreender como a leitura pode se fortalecer em meio às dificuldades impostas pela era da informação rápida.

Palavras-chave

Leitura; Distração; Educação; Harmonia; Florescer; Concentração; Sociedade.

Introdução

A leitura constitui um dos pilares da formação intelectual e cultural da humanidade. Ler não se limita a decodificar palavras, mas envolve compreender, interpretar e refletir sobre ideias que ampliam horizontes pessoais e coletivos. Contudo, na contemporaneidade, a prática da leitura enfrenta obstáculos crescentes, resultantes do excesso de estímulos digitais e da superficialidade informacional.

As distrações, promovidas sobretudo pelas redes sociais e dispositivos móveis, comprometem a capacidade de concentração e reduzem o tempo destinado a leituras profundas. Esse cenário coloca em risco não apenas a aprendizagem escolar, mas também a formação ética e social dos indivíduos. Assim, torna-se urgente refletir sobre a importância da leitura como caminho de florescimento humano, capaz de gerar harmonia, bondade e felicidade, mesmo em meio a desafios impostos pela era digital.

Desenvolvimento

A sociedade atual vive conectada em tempo integral. Notícias, imagens, vídeos e mensagens chegam de forma instantânea, competindo pela atenção dos sujeitos. Esse fluxo contínuo de informações fragmenta a mente, cria hábitos de dispersão e limita a paciência necessária para enfrentar leituras densas. Crianças, adolescentes e adultos passam horas diante das telas, mas dedicam cada vez menos tempo a livros e textos mais elaborados.

Entretanto, a leitura permanece insubstituível. Ela é instrumento de crescimento cognitivo e de construção social. Ler possibilita desenvolver raciocínio lógico, ampliar vocabulário e cultivar pensamento crítico. Ao mesmo tempo, favorece a sensibilidade humana, pois aproxima o leitor de diferentes culturas e visões de mundo. Essa experiência promove harmonia nas relações, desperta a bondade e abre caminhos para a solidariedade.

Do ponto de vista educacional, a falta de hábito de leitura gera consequências diretas no desempenho escolar. Estudantes com dificuldades de concentração encontram obstáculos para compreender textos, produzir redações e interpretar questões em provas. A ausência de leitura consistente também prejudica a capacidade de argumentação e limita a criatividade. Por isso, estimular a prática leitora desde a infância é fundamental para garantir uma formação sólida.

A família desempenha papel decisivo nesse processo. Pais e responsáveis que cultivam a leitura em casa, compartilham livros e reservam momentos de leitura conjunta contribuem para criar uma cultura leitora. Do mesmo modo, a escola precisa ir além da cobrança de tarefas e oferecer experiências que despertem prazer e motivação para a leitura. Projetos como clubes do livro, saraus literários, rodas de leitura e debates críticos são estratégias eficazes para aproximar o estudante dos textos.

Outro aspecto relevante é o impacto da leitura na formação social. Uma sociedade leitora torna-se mais consciente de seus direitos, mais crítica diante das injustiças e mais aberta ao diálogo. A leitura, nesse sentido, não é apenas uma atividade individual, mas um ato coletivo de construção da cidadania. Em contraste com as distrações efêmeras do meio digital, a leitura representa um caminho de aprofundamento, florescimento e verdadeira transformação social.

É importante ainda considerar o valor simbólico da leitura. Ao dedicar tempo às páginas de um livro, o indivíduo escolhe desacelerar e criar um espaço de introspecção. Esse momento de recolhimento fortalece a mente, acalma as emoções e promove equilíbrio. Assim como uma flor que desabrocha em silêncio, a leitura floresce discretamente, mas seus efeitos são duradouros e transformadores.

Para superar os desafios impostos pela dispersão, é necessário disciplina. Reservar diariamente um período específico para ler, mesmo que seja breve, pode transformar gradualmente a relação com os textos. Evitar interrupções tecnológicas durante esse momento também é essencial. Além disso, selecionar obras que dialoguem com os interesses do leitor aumenta a motivação e favorece a continuidade da prática.

Em suma, a leitura, quando cultivada com constância e dedicação, torna-se fonte de felicidade e harmonia. É uma atividade que conduz a caminhos de bondade, florescimento intelectual e desenvolvimento humano, consolidando-se como uma das mais nobres conquistas da civilização. 

Conclusão

A leitura em tempos de distração representa um desafio, mas também uma oportunidade. Embora a sociedade contemporânea esteja imersa em estímulos digitais que dispersam a atenção, a leitura resiste como prática fundamental para a formação crítica, ética e cultural. Ao investir em políticas educacionais que valorizem a leitura, ao fortalecer o papel da família e ao criar espaços coletivos de incentivo, é possível construir uma sociedade mais harmônica e consciente.

O hábito de ler deve ser compreendido não apenas como ferramenta escolar, mas como caminho de florescimento humano e social. Em meio às distrações passageiras, a leitura permanece como uma prática duradoura, promotora de felicidade, amor, bondade e transformação. Cabe a cada geração o compromisso de cultivá-la e transmiti-la, garantindo que o conhecimento e a sabedoria floresçam, assim como flores que anunciam novos caminhos e renovam a vida.


⚖️ Direitos Autorais – Por Ednalva Brito de Melo
28 de setembro de 2025

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quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Estudo de caso:A importância da Mediação Pedagógica na associação Leitura- Escrita

✍️ Estudo de Caso: A importância da Mediação Pedagógica na Associação Leitura - Escrita

Resumo
O presente texto apresenta um estudo de caso sobre uma criança que, apesar de dominar a escrita em termos gráficos, não conseguiu desenvolver plenamente a leitura. Busca-se analisar o fenômeno sob a ótica psicopedagógica, destacando a importância da associação entre leitura e escrita para a consolidação do processo de alfabetização. A reflexão fundamenta-se em teorias de estudiosos como Emília Ferreiro e Lev Vygotsky, e propõe estratégias de intervenção pedagógica que favoreçam a harmonia no desenvolvimento da aprendizagem, promovendo um florescimento acadêmico comparável a um jardim em crescimento.

Palavras-chave: alfabetização, leitura, escrita, psicopedagogia, estudo de caso

Introdução

A alfabetização é um dos momentos mais significativos do processo educacional, pois representa a abertura de caminhos para a autonomia e para o acesso ao conhecimento. Contudo, em determinadas situações, observa-se que algumas crianças conseguem reproduzir a escrita gráfica, mas não estabelecem a conexão entre o que escrevem e o ato de ler. Esse desencontro gera uma lacuna que precisa ser investigada com rigor científico e intervenções específicas.


Desenvolvimento

Estudo de Caso

Trata-se da análise de uma criança fictícia, identificada como “X”, que demonstra habilidade em registrar palavras no papel, mas não consegue associar esse registro à leitura. Esse fenômeno pode ser compreendido a partir das contribuições de Emília Ferreiro (1985), que enfatiza a importância da construção ativa do conhecimento, e de Lev Vygotsky (1991), que destaca a mediação social e a linguagem como elementos essenciais na internalização de conceitos.

Reflexão Psicopedagógica

A escrita, quando não acompanhada da leitura, torna-se um ato mecânico, desvinculado da compreensão. Essa situação revela que a criança não percorreu todas as etapas do processo de alfabetização, como a consciência fonológica, a correspondência grafofônica e a compreensão do código escrito. É fundamental compreender que alfabetizar não significa apenas decifrar símbolos, mas integrá-los ao universo da leitura, que floresce como um jardim de significados e amplia horizontes.

Estratégias de Intervenção

Diagnóstico psicopedagógico detalhado para identificar as causas da dissociação.

Atividades de consciência fonológica que favoreçam a associação entre sons e letras.

Práticas de leitura compartilhada em voz alta, promovendo interação e significação.

Exercícios lúdicos que unam leitura e escrita em um mesmo processo.


Essas ações, quando aplicadas com consistência, podem conduzir à harmonia entre a escrita e a leitura, permitindo que a criança floresça no ambiente escolar com alegria e confiança.


Conclusão

O estudo de caso apresentado evidencia a necessidade de olhar para além da capacidade mecânica de escrever. A alfabetização plena ocorre quando leitura e escrita se entrelaçam em um processo integrado, promovendo autonomia, felicidade e um florescer contínuo de saberes. Para o educador, cabe o papel de jardineiro, que cultiva com paciência e rigor científico as condições para que cada criança alcance seu pleno potencial.


Referências

FERREIRO, Emília; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 1985.

VYGOTSKY, Lev S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 7. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

SOARES, Magda. Alfabetização e letramento. 7. ed. São Paulo: Contexto, 2020.

MORAIS, Artur Gomes de. Consciência fonológica na educação infantil e no ciclo de alfabetização. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2019.

TFOUNI, Leda Verdiani. Letramento e alfabetização. 11. ed. São Paulo: Cortez, 2018.


📚⚖️ Por Ednalva Brito de Melo
25 de setembro de 2025

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terça-feira, 23 de setembro de 2025

BNCC: Pontos sobre a mesa

BNCC: Pontos sobre a Mesa

✍️ Por Ednalva Brito de Melo
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Resumo

Esta coluna apresenta uma entrevista que busca esclarecer a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), discutindo suas intenções, desafios e impactos na educação brasileira. O formato direto permite que o leitor compreenda, critique e reflita sobre a implementação da BNCC na prática escolar.

Palavras-chave: BNCC, Educação Básica, Currículo, Competências, Formação Docente.


Introdução

A BNCC é frequentemente mencionada em debates sobre educação no Brasil. Mas o que ela realmente significa para alunos, professores e escolas? Para responder, entrevistamos a especialista em educação e pedagogia, Dra. Mariana Silva.

Entrevista: Pontos sobre a  Mesa

Ednalva: Dra. Mariana, a BNCC é obrigatória. Mas o que isso quer dizer na prática para professores e escolas?
Dra. Mariana Silva: Significa que todo currículo da educação básica, pública ou privada, precisa estar alinhado à BNCC. Ela estabelece habilidades e competências essenciais, garantindo um padrão mínimo de aprendizagem para todos os estudantes, independentemente da região.

Ednalva: Algumas críticas dizem que a BNCC é “engessada”. O que a senhora acha?
Dra. Mariana Silva: É uma crítica que precisamos entender. A BNCC define uma base comum, mas permite adaptação local. A rigidez só aparece quando escolas ou redes tentam seguir o documento à risca, sem contextualizar o ensino para suas realidades.

Ednalva: E quanto às competências socioemocionais e habilidades de cidadania, como ficam?
Dra. Mariana Silva: Esse é um ponto positivo. A BNCC não se limita a conteúdos acadêmicos; ela visa formar cidadãos críticos, autônomos e éticos. Porém, para isso dar certo, professores precisam de formação continuada.

Ednalva: Existem desafios práticos para implementar a BNCC no dia a dia da sala de aula?
Dra. Mariana Silva: Muitos. Incluem falta de material didático adequado, resistência à mudança, sobrecarga de planejamento e dificuldade de avaliação das novas competências. Sem suporte, a BNCC pode ficar no papel.

Ednalva: Então, qual é o saldo final da BNCC para o Brasil?
Dra. Mariana Silva: Positivo, se houver implementação consciente. Ela cria equidade e padrões mínimos, mas só transformará a educação se professores forem preparados e escolas tiverem flexibilidade para contextualizar o ensino.

Conclusão

A BNCC é, sem dúvida, um marco legal e pedagógico no Brasil. Mas “colocar pontos sobre a mesa” significa reconhecer seus desafios, apoiar professores e garantir que cada estudante tenha oportunidades reais de aprendizagem. A base existe — cabe a todos nós fazê-la funcionar.
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✍️23 de Setembro de 2025.

sábado, 20 de setembro de 2025

Coluna Social Educativa: Sobre a BNCC

✍️ Coluna Social Educativa: O que é a BNCC?

Por Ednalva Brito de Melo
Blog: aprendizagemdomilenio.blogspot.com


Resumo

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é o documento normativo que define as aprendizagens essenciais a serem garantidas a todos os estudantes da Educação Básica no Brasil. Esta coluna apresenta, de forma objetiva e crítica, os fundamentos, a estrutura e as implicações desse documento na prática escolar.

Palavras-chave: BNCC; Educação Básica; Currículo; Competências; Aprendizagem.


Introdução

A BNCC, aprovada em 2017 pelo Conselho Nacional de Educação e homologada pelo Ministério da Educação, tornou-se referência obrigatória para a construção dos currículos de todas as escolas públicas e privadas do país. Não se trata de um guia opcional, mas de um marco normativo que estabelece competências e habilidades mínimas que todo estudante brasileiro deve desenvolver ao longo de sua trajetória escolar. Esta coluna analisa o papel da BNCC, seus objetivos e os impactos diretos sobre a prática pedagógica.


Desenvolvimento

A BNCC é organizada em três etapas: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio. Cada etapa apresenta competências específicas e habilidades que orientam o processo de ensino-aprendizagem. O documento prevê dez competências gerais, entre as quais destacam-se: o desenvolvimento do pensamento científico, crítico e criativo; a valorização da diversidade cultural; a apropriação da cultura digital; e a formação de cidadãos participativos.

O caráter da BNCC é normativo. Ela determina um mínimo de conteúdos e aprendizagens obrigatórias, garantindo que, independentemente da região ou rede de ensino, o estudante tenha acesso ao mesmo núcleo de conhecimento. Isso significa que uma criança matriculada em uma escola urbana do Sudeste e outra em uma escola rural do Norte devem aprender, de forma essencial, os mesmos fundamentos em Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Humanas e da Natureza, além das competências transversais.

Entretanto, é necessário compreender que a BNCC não é um currículo fechado. O documento oferece diretrizes gerais, cabendo aos sistemas estaduais e municipais detalhar os currículos, respeitando especificidades regionais. Em outras palavras, a BNCC é o ponto de partida, mas não o ponto final.

Na prática, a BNCC reorganizou o modo como se pensa a educação no Brasil. Ela rompeu com a concepção tradicional de ensino centrado apenas em conteúdos, direcionando o foco para competências e habilidades. O objetivo central é preparar o estudante para lidar com problemas reais, aplicar o conhecimento de forma prática e desenvolver autonomia intelectual.

A obrigatoriedade de seguir a BNCC tem impacto direto em diversos setores:

1. Formação de professores: os cursos de licenciatura passaram a alinhar suas matrizes formativas às competências gerais da BNCC.


2. Livros didáticos: as editoras adequaram seus materiais às novas exigências, obedecendo à estrutura do documento.


3. Avaliações nacionais: exames como a Prova Brasil e o Enem passaram a dialogar com as competências e habilidades descritas na BNCC.

Um ponto relevante é que a BNCC busca reduzir desigualdades educacionais. Ao estabelecer padrões comuns, o documento pretende impedir que determinadas populações tenham acesso a uma educação inferior apenas por viverem em regiões menos favorecidas. Contudo, críticas persistem: muitos especialistas questionam se, na prática, as redes públicas mais carentes terão condições de implementar a BNCC com a mesma qualidade que as redes privadas.

Outro aspecto é a ênfase nos multiletramentos e na interdisciplinaridade. A BNCC reconhece que a sociedade contemporânea exige mais do que leitura e escrita tradicionais. É necessário formar sujeitos capazes de interagir em ambientes digitais, compreender linguagens diversas e integrar saberes para resolver problemas complexos.

Em síntese, a BNCC redefine a lógica da escola brasileira, exigindo mudanças na mentalidade de gestores, professores e sistemas de ensino. É um documento que não pode ser ignorado, sob pena de descompasso entre a prática pedagógica e a legislação educacional vigente.


Conclusão

A BNCC é mais do que um documento burocrático: trata-se de um marco normativo que orienta a educação brasileira. Ao estabelecer aprendizagens essenciais, busca equalizar oportunidades, promover competências amplas e preparar os estudantes para o século XXI. Embora enfrente críticas quanto à viabilidade de sua implementação, especialmente em contextos de desigualdade social, sua obrigatoriedade a torna central no debate educacional. Conhecer a BNCC não é apenas uma tarefa de professores ou gestores, mas de toda a sociedade interessada em compreender o futuro da educação no Brasil.

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📚⚖️ Direitos Autorais: Coluna registrada por Ednalva Brito de Melo.
20 de setembro de 2025.

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Entre o caos e a Calma: Como superar as Prisões Invisíveis da Mente

✍️ Coluna Social Educativa

Entre o Caos e a Calma: como superar as prisões invisíveis da mente

🌻Por Ednalva Melo
Blog: aprendizagemdomilenio.blogspot.com

Resumo

O presente artigo discute os dilemas emocionais da contemporaneidade, analisando como os pensamentos fragmentados, semelhantes a uma colcha de retalhos, aprisionam o ser humano em ciclos de ansiedade, caos e infelicidade. Inspirado nas reflexões do Dr. Augusto Cury, o texto propõe uma análise crítica sobre os cárceres invisíveis da mente e sugere a superação como caminho para a liberdade interior.

Palavras-chave: Caos emocional. Colcha de retalhos. Prisão mental. Superação. Saúde emocional. Autoconhecimento.

Introdução

Vivemos em uma era marcada pelo excesso de preocupações, pela aceleração do tempo e pelas prisões invisíveis que nós mesmos criamos. O mundo contemporâneo, definido por Dr. Augusto Cury como “a era dos mendigos emocionais”, coloca-nos diante de uma contradição: ao mesmo tempo em que buscamos a felicidade, permanecemos acorrentados a pensamentos fragmentados, lembranças dolorosas e expectativas inalcançáveis.


Desenvolvimento

A mente humana tornou-se, muitas vezes, uma colcha de retalhos. Fragmentos de experiências, decepções e inseguranças se entrelaçam e formam um tecido pesado, difícil de carregar. O caos interior cresce quando permitimos que essas peças se tornem grades que aprisionam nossa capacidade de viver plenamente.

Não são poucos os que se habituam a viver nesse cárcere psicológico, encontrando até mesmo um estranho prazer no sofrimento. O desequilíbrio, em certos casos, se torna familiar, quase como uma morada onde a mente repousa, mesmo à custa da paz interior.

Entre os transtornos modernos que agravam esse cenário estão o TDAH, o autismo e os déficits de aprendizagem. Contudo, mais do que diagnósticos clínicos, trata-se de um reflexo da dificuldade de gerenciar emoções e pensamentos. Somos, muitas vezes, gestores desatentos de nossa própria mente, negligenciando a oportunidade de corrigir o “território mental e dos olhos”.

Superar não significa apagar feridas, mas aprender a caminhar com elas, ressignificando a dor. Navegar dentro de si, em um caso de amor com a própria vida, é escolher reorganizar os retalhos mentais, costurando novas percepções que tragam sentido, serenidade e equilíbrio.

Conclusão

Entre o caos e a calma existe um território silencioso: o da consciência. Não se trata de destruir a colcha de retalhos que carregamos, mas de aprender a alinhavar os pedaços com novos fios — fios de coragem, autocompaixão e superação. O cárcere da mente só se mantém fechado enquanto a chave permanece escondida em nossos próprios bolsos. Que cada leitor ouse procurá-la e, ao encontrar, liberte-se da prisão invisível que ele mesmo construiu.

Referência

CURY, Augusto. Live sobre saúde emocional. [s.l.], 2025.


🌻 16 de setembro de 2025

Coluna Social Educativa: Alfabetização e multiletramento sob o olhar do Sistema Positivo e da BNCC.

✍️Coluna Social Educativa: Alfabetização e Multiletramento sob o olhar do Sistema Positivo e da BNCC

🌻Ednalva Brito de Melo
Blog: aprendizagemdomilenio.blogspot.com


Resumo

O presente texto tem como objetivo analisar a concepção de alfabetização e multiletramento à luz da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e da proposta pedagógica do Sistema Positivo de Ensino, conforme exposto na Revista Sistema Positivo Nova 2023 – 1º semestre. A alfabetização é entendida como processo inicial de inserção do estudante no mundo letrado, mas que, no contexto contemporâneo, deve ser ampliada pela perspectiva do multiletramento, abarcando práticas de leitura e escrita em diferentes linguagens, suportes e mídias. A BNCC estabelece competências voltadas ao letramento crítico e social, enquanto o Sistema Positivo propõe metodologias que visam aproximar teoria e prática por meio do uso de materiais impressos, digitais e audiovisuais. No entanto, persistem desafios quanto à formação docente, às condições estruturais das escolas e à efetividade das políticas públicas. O texto analisa criticamente tais aspectos e busca provocar reflexão acerca da real possibilidade de consolidação de uma educação voltada ao desenvolvimento pleno das competências linguísticas e comunicativas.

Palavras-chave: Alfabetização; Multiletramento; BNCC; Sistema Positivo; Educação.


Introdução

A alfabetização constitui-se como uma das etapas centrais da educação básica, tradicionalmente vinculada ao domínio da leitura e da escrita. Entretanto, a partir da instituição da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), esse processo ganhou novas dimensões ao ser associado ao conceito de multiletramento, que considera a pluralidade de linguagens, práticas sociais e recursos midiáticos presentes no cotidiano do estudante.

Nesse contexto, o Sistema Positivo de Ensino, em publicações recentes, especialmente na Revista Nova 2023 – 1º semestre, adota tal perspectiva ao propor metodologias que integram alfabetização e multiletramento, dialogando diretamente com as competências gerais estabelecidas pela BNCC.

O presente texto tem como objetivo analisar criticamente as aproximações e os limites entre a BNCC e a proposta pedagógica do Sistema Positivo no que se refere à alfabetização e ao multiletramento. Para tanto, serão examinados os fundamentos teóricos estabelecidos pela BNCC, as estratégias didáticas apresentadas pelo Sistema Positivo e os desafios práticos relacionados à aplicação dessas concepções no espaço escolar.

Desenvolvimento

A BNCC estabelece que a alfabetização deve ocorrer prioritariamente nos dois primeiros anos do ensino fundamental, articulando-se à noção de letramento, entendida como prática social que transcende a mera decodificação de palavras. Ao incluir o conceito de multiletramento, a BNCC amplia o campo de atuação docente, pois reconhece que os alunos devem aprender a lidar não apenas com textos escritos, mas também com imagens, vídeos, áudios e outros recursos multimodais.

O Sistema Positivo de Ensino, por sua vez, destaca na Revista Nova 2023 – 1º semestre que alfabetizar não pode ser reduzido ao ensino mecânico da leitura e da escrita. A proposta é alinhada às diretrizes da BNCC e busca incorporar práticas de leitura crítica e de produção textual que contemplem diferentes linguagens. Nesse sentido, o material didático orienta o professor a utilizar múltiplos gêneros discursivos, promovendo situações em que os estudantes aprendam a interpretar desde narrativas literárias até postagens em redes sociais.

Apesar da convergência teórica, observa-se uma distância significativa entre o discurso pedagógico e a prática cotidiana. A implementação efetiva dessas propostas depende de condições materiais, da formação docente continuada e do acesso a recursos tecnológicos. Muitas escolas ainda carecem de infraestrutura básica, o que dificulta o desenvolvimento de atividades interativas e multimodais. Além disso, a formação inicial de professores nem sempre contempla os pressupostos do multiletramento, limitando sua atuação.

Outro aspecto relevante é a tendência de alguns sistemas de ensino, incluindo o Positivo, de adotar recursos digitais de maneira superficial, apenas como acréscimo às atividades tradicionais, sem promover efetiva reflexão crítica. Essa prática pode reduzir o multiletramento a mero consumo de ferramentas tecnológicas, em vez de estimular análise, interpretação e autoria por parte do estudante.

Diante disso, torna-se imprescindível que a alfabetização seja compreendida como processo complexo, no qual a leitura e a escrita se articulam a competências comunicativas mais amplas, capazes de preparar o estudante para enfrentar os desafios da sociedade contemporânea. Tanto a BNCC quanto o Sistema Positivo apontam caminhos nesse sentido, mas a concretização de tais propostas exige políticas públicas eficazes, formação docente qualificada e investimento estrutural.

Conclusão

A análise conjunta da BNCC e da proposta do Sistema Positivo revela um consenso fundamental: alfabetizar no século XXI significa ir além do ensino convencional da leitura e da escrita, incorporando práticas de multiletramento que possibilitem ao estudante atuar criticamente em diferentes contextos socioculturais e midiáticos. Contudo, persistem lacunas entre a teoria e a prática, evidenciadas pela falta de formação docente específica, pelas desigualdades estruturais do sistema educacional brasileiro e pela superficialidade no uso de recursos digitais em algumas experiências pedagógicas.

A reflexão final que se impõe é a seguinte: até que ponto as concepções de alfabetização e multiletramento, amplamente discutidas em documentos oficiais e materiais de sistemas de ensino, alcançam de fato o cotidiano das salas de aula? A resposta depende da capacidade de transformar diretrizes normativas e propostas editoriais em práticas pedagógicas consistentes, sustentadas por políticas de valorização docente e investimentos adequados. Sem tais condições, corre-se o risco de reduzir conceitos inovadores a discursos retóricos.

Referências

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2017. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 13 set. 2025.

SISTEMA POSITIVO DE ENSINO. Revista Nova 2023 – 1º semestre. Curitiba: Sistema Positivo de Ensino, 2023.

⚖️ Por Ednalva Brito de Melo

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✍️ Setembro, 15 de 2025

sábado, 13 de setembro de 2025

Coluna Social Educativa: A Telenovela Malhação e os Direitos da Juventude

✍️ COLUNA SOCIAL EDUCATIVA: A TELENOVELA MALHAÇÃO E OS DIREITOS DA JUVENTUDE

🌻 Por Ednalva Melo

Resumo

A telenovela Malhação, exibida pela Rede Globo por mais de duas décadas, funcionou como espaço cultural e educativo, abordando temas ligados à juventude, cidadania e ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A produção televisiva discutiu bullying, violência, desigualdade, gravidez precoce, dificuldades de aprendizagem e inclusão, aproximando o público de debates fundamentais sobre direitos sociais e educacionais.

Palavras-chave: Malhação; Estatuto da Criança e do Adolescente; Inclusão; Aprendizagem; Juventude

Introdução

A produção televisiva exerce papel central na formação de valores sociais, especialmente quando direcionada ao público jovem. Nesse contexto, a telenovela Malhação, exibida pela Rede Globo por mais de 20 anos, destacou-se como veículo cultural e educativo, explorando questões relacionadas à adolescência, cidadania, inclusão e aos direitos assegurados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (BRASIL, 1990).

Malhação e o ECA

O ECA (Lei n.º 8.069/1990) garante direitos fundamentais, como saúde, educação, lazer, convivência familiar e comunitária (BRASIL, 1990). A narrativa de Malhação explorou diversas situações que dialogam com esses princípios, incluindo bullying, racismo, abandono, gravidez na adolescência, violência doméstica e desigualdade social. Ao tratar dessas questões, a obra televisiva aproximou-se da realidade de adolescentes em diferentes contextos sociais.


Inclusão e Diversidade

A temporada Viva a Diferença (2017) valorizou a diversidade e a convivência entre jovens de diferentes origens culturais, reforçando a importância do respeito às individualidades. Apesar da ausência de personagens com diagnóstico formal de Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), a narrativa destacou a relevância da inclusão social e educacional, estimulando o debate sobre igualdade de oportunidades (MANTOAN, 2003).

Dificuldades de Aprendizagem, Autismo e TDAH

As dificuldades de aprendizagem atingem parcela significativa dos estudantes e podem estar relacionadas a fatores diversos, incluindo transtornos como o TEA e o TDAH (SCHWARTZMAN; ARAÚJO, 2011; ROTTA; OHLWEILER; RIESGO, 2016). Em Malhação, foram apresentadas situações que, embora sem nomenclatura técnica, remetem a desafios comuns enfrentados por adolescentes: desatenção, problemas de socialização, desorganização e obstáculos no percurso escolar. Essas abordagens reforçam a necessidade de ações preventivas, diagnósticos precoces e apoio institucional a estudantes e famílias (FERREIRA, 2019; SOARES, 2020).


A Função Social da Ficção

Além do entretenimento, a televisão exerce papel social de formação. Malhação demonstrou que produções ficcionais podem estimular reflexões sobre cidadania, saúde mental, inclusão e políticas públicas. Ao longo de sua trajetória, a telenovela contribuiu para ampliar a compreensão sobre os direitos da juventude, conforme previsto no ECA (BRASIL, 1990), e evidenciou a relevância de ambientes escolares inclusivos e respeitosos.


Conclusão

A análise da telenovela Malhação permite concluir que a obra televisiva desempenhou papel relevante ao aproximar o público dos debates sobre direitos da juventude, inclusão e dificuldades de aprendizagem. Mesmo sem aprofundamento técnico sobre TEA e TDAH, o conteúdo foi eficaz em abrir diálogos e promover reflexão social, reforçando a importância da garantia de uma educação inclusiva e de qualidade (MANTOAN, 2003; FERREIRA, 2019).


Referências

BRASIL. Lei n.º 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 16 jul. 1990.

FERREIRA, E. M. Psicopedagogia: teoria e prática. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2019.

MANTOAN, M. T. E. Inclusão escolar: o que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Moderna, 2003.

ROTTA, N. T.; OHLWEILER, L.; RIESGO, R. S. Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade: atualização. Porto Alegre: Artmed, 2016.

SCHWARTZMAN, J. S.; ARAÚJO, C. A. de. Transtorno do espectro autista: conceitos, práticas e intervenções. São Paulo: Memnon, 2011.

SOARES, M. B. Alfabetização e letramento. São Paulo: Contexto, 2020.

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⚖️ Direitos autorais – Ednalva Brito de Melo

🌻 Setembro, 13 de 2025

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

País Brilhantes, Professores Fascinantes: O Adulto como Arquitetor da Emoção

✍️ Pais Brilhantes, Professores Fascinantes: O Adulto como Arquitetor da Emoção

Ednalva Brito de Melo
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Resumo

O presente texto analisa o papel do adulto na formação emocional de crianças e adolescentes, a partir da obra de Augusto Cury (2003). Destaca-se que a aprendizagem não se limita ao conteúdo acadêmico, sendo essencial que pais e professores apresentem inteligência emocional. Aborda-se, ainda, a responsabilidade compartilhada na educação e a importância do exemplo como ferramenta de ensino.

Palavras-chave: educação emocional; aprendizagem; adultos como modelos; Augusto Cury; inteligência emocional.


Introdução

Augusto Cury (2003) questiona, em Pais Brilhantes, Professores Fascinantes, o papel do adulto na formação emocional de crianças e adolescentes. A obra evidencia que a aprendizagem não se restringe a conteúdos acadêmicos, mas depende de pais e professores capazes de gerenciar suas próprias emoções diante de adversidades. O objetivo deste texto é refletir sobre a importância do adulto como modelo emocional e instrumento de aprendizado para os jovens.

Desenvolvimento

A obra de Cury (2003) não apresenta soluções rápidas, mas provoca reflexão sobre a coerência entre o comportamento adulto e as expectativas sobre os jovens. Pais que utilizam gritos para impor autoridade e professores que se deixam levar pela indisciplina evidenciam que o déficit emocional não está exclusivamente nos alunos, mas nos adultos que não controlam suas próprias reações.

Emoções desorganizadas comprometem memória, concentração e raciocínio, tornando adultos emocionalmente inteligentes essenciais para a aprendizagem eficaz (CURY, 2003, p. 45). O discurso social frequentemente culpa os jovens por desinteresse ou distração digital, ignorando que eles reproduzem padrões observados em casa e na escola. O exemplo do adulto continua sendo a principal ferramenta de ensino.

Cury (2003, p. 78) reforça que o professor fascinante não se define pelo domínio teórico, mas pela capacidade de inspirar, encantar e transmitir entusiasmo com humanidade e respeito. O pai brilhante prioriza presença, escuta e limites consistentes, mais do que bens materiais. A formação emocional depende de tempo, paciência e da disposição do adulto em reconhecer falhas, pedir desculpas e demonstrar humildade, fortalecendo vínculos e promovendo aprendizado.

O autor também critica o imediatismo: pais e professores buscam resultados rápidos, negligenciando o desenvolvimento emocional gradual. Jovens ansiosos e obcecados por reconhecimento só podem equilibrar-se diante de adultos capazes de frear a corrida por sucesso e transmitir serenidade, mesmo em meio a dificuldades (CURY, 2003, p. 102).


Conclusão

Conclui-se que a leitura de Pais Brilhantes, Professores Fascinantes é recomendada para cursos de licenciatura, programas de formação de pais e gestores educacionais. Mais do que refletir sobre o aluno ideal, Cury exige reflexão sobre o adulto necessário. Os adultos precisam assumir responsabilidade pela própria gestão emocional para que possam ser espelhos de equilíbrio emocional aos jovens.


Referências

CURY, Augusto. Pais brilhantes, professores fascinantes. Rio de Janeiro: Sextante, 2003.


⚖️ Direitos autorais por Ednalva Brito de Melo
🌻 Setembro, 12 de 2025

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quinta-feira, 11 de setembro de 2025

O Autismo em Foco: Reflexões e Direitos na prática

💫 O AUTISMO EM FOCO: REFLEXÕES E DIREITOS NA PRÁTICA

 Por Ednalva Melo 🌻

Este texto analisa a realidade das crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a partir do documentário Um Mundo Especial, do programa Conexão Repórter (11 de março de 2019), e incorpora reflexões atualizadas sobre os benefícios previdenciários e assistenciais oferecidos pelo INSS às famílias, especialmente às mães cuidadoras. Aponta-se a urgência de transformar o arcabouço legal em ações concretas, assegurando inclusão, apoio social e efetivação dos direitos estabelecidos.

💫 Palavras-chave: Autismo. Educação inclusiva. Direitos. INSS. Mães cuidadoras. 

A Realidade Retratada

O documentário exibido em 2019 mostrou a rotina de dois irmãos autistas e suas famílias. Entre conquistas — como fala, socialização e pequenas autonomias — surgiram também grandes obstáculos: a falta de atendimento multiprofissional no SUS, barreiras educacionais e preconceito social.

Essa realidade evidencia a distância entre a lei e a prática cotidiana. Embora haja garantias jurídicas, muitas famílias ainda enfrentam dificuldades para fazer valer seus direitos.


Direitos Legais Garantidos

As principais legislações protetivas são:

Constituição Federal de 1988

Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) — Lei nº 8.069/1990

Lei Berenice Piana — Lei nº 12.764/2012

Lei Brasileira de Inclusão — Lei nº 13.146/2015


Essas normas asseguram educação inclusiva, acesso à saúde, prioridade no atendimento e apoio social. No entanto, o documentário revelou que tais direitos, muitas vezes, não chegam ao cotidiano das famílias.


Benefícios do INSS para Mães Cuidadoras

No campo previdenciário e assistencial, destacam-se:

BPC-LOAS – um salário mínimo mensal (R$ 1.518,00 em 2025) para pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade.

Contribuição facultativa de baixa renda – mães cuidadoras podem contribuir ao INSS com 5% do salário mínimo (cerca de R$ 75,90 em 2025), garantindo aposentadoria, pensão e outros benefícios.

Projetos em tramitação – como o PL 1.225/2024, que amplia a proteção previdenciária a cuidadores de pessoas com deficiência severa.


Esses mecanismos representam avanços, mas ainda não são suficientes para amparar todas as necessidades.


Avanços e Desafios (2019–2025)

Nos últimos anos, houve:

Ampliação do reconhecimento legal do autismo como deficiência.

Maior visibilidade na mídia e campanhas de conscientização.

Ajustes previdenciários, como a contribuição facultativa reduzida.


Porém, persistem desafios graves: demora no diagnóstico, burocracia para acessar benefícios, escassez de profissionais no SUS e resistência de algumas escolas em praticar a inclusão.

Conclusão

O futuro das crianças e adolescentes com autismo depende de ações práticas. A legislação é robusta, mas precisa sair do papel e se tornar realidade no cotidiano das famílias. O documentário Um Mundo Especial segue como alerta: a inclusão não deve se limitar a promessas, mas se materializar em políticas públicas eficazes.

O direito à educação inclusiva, ao atendimento integral em saúde e ao suporte social é inegociável. A transformação da lei em vida concreta é o grande desafio de 2025.


Referências

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Senado, 1988.
BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Brasília, DF: Presidência da República, 1990.
BRASIL. Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012. Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Brasília, DF: Presidência da República, 2012.
BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Brasília, DF: Presidência da República, 2015.
SBT. Conexão Repórter apresenta “Um Mundo Especial”. São Paulo: SBT, 11 mar. 2019. Disponível em: https://tv.sbt.com.br/programas/jornalismo/conexao-reporter/noticia/122358-em-nova-temporada-conexao-reporter-registra-a-realidade-de-pessoas-com-autismo. Acesso em: 3 set. 2025.
BRASIL. Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Benefícios assistenciais para pessoas com autismo. Brasília, DF, 2024.

🌻 Setembro, 11 de 2025 

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quarta-feira, 10 de setembro de 2025

O Silêncio das Dificuldades: O que as Escolas não estão contando

✍️ O Silêncio das Dificuldades: O que as Escolas Não Estão Contando

Por Ednalva Melo 🌻


Resumo

Este artigo discute a invisibilidade das dificuldades de aprendizagem no contexto escolar brasileiro, destacando a ausência de diagnóstico precoce, a falta de formação adequada dos professores e os impactos sociais e emocionais para os estudantes. Aponta a necessidade de políticas efetivas, formação continuada e práticas pedagógicas inclusivas como caminhos para romper o ciclo de exclusão.

Palavras-chave: dificuldades de aprendizagem; inclusão escolar; formação docente; BNCC; abandono escolar.

Introdução

Em pleno 2025, o sistema educacional brasileiro ainda enfrenta um dilema silencioso: as dificuldades de aprendizagem. Esse tema, muitas vezes negligenciado, não se limita a números em relatórios ou estatísticas; representa histórias reais de crianças que, diariamente, enfrentam barreiras invisíveis e acabam marginalizadas no ambiente escolar.

Apesar dos avanços em políticas públicas de inclusão, ainda há um grande descompasso entre o que está previsto em documentos oficiais e a realidade vivida nas salas de aula. O que chama atenção é a dificuldade que muitos professores encontram em identificar e intervir adequadamente diante desses desafios.


A Invisibilidade das Dificuldades

Um estudo publicado na Revista Educação, Pesquisa e Inovação (ASS JUNIOR, 2023) evidencia que as causas das dificuldades de aprendizagem são multifatoriais, englobando aspectos biológicos, psicológicos e sociais. Entretanto, o que mais preocupa é a carência de formação específica dos educadores para lidar com tais situações.

Grande parte dos profissionais não recebeu, durante a graduação, preparo adequado para reconhecer sinais de transtornos como dislexia, discalculia ou TDAH. Essa lacuna formativa resulta na invisibilidade de muitos estudantes, que passam anos sem apoio pedagógico apropriado.


O Preço do Desconhecimento

A ausência de diagnóstico e intervenção precoces pode trazer consequências devastadoras. Alunos que não recebem o suporte necessário acabam enfrentando repetência, desmotivação e, em casos extremos, abandono escolar.

Com frequência, esses estudantes são rotulados como “preguiçosos” ou “desinteressados”, quando, na realidade, estão lutando contra barreiras cognitivas e emocionais invisíveis. Esse estigma reforça o ciclo de exclusão, comprometendo não apenas o rendimento escolar, mas também a autoestima e a perspectiva de futuro.


A Falta de Ação

Apesar de existirem políticas que incentivam a inclusão, a prática nas escolas ainda é limitada. Educadores relatam que, mesmo quando percebem as dificuldades dos alunos, não sabem como agir.

A falta de recursos pedagógicos, de apoio multiprofissional e de formação continuada contribui para esse cenário. Além disso, a sobrecarga de trabalho e a resistência institucional a mudanças dificultam a implementação de práticas pedagógicas mais eficazes e inclusivas.

O Que Está em Jogo

Ignorar as dificuldades de aprendizagem significa negar a milhares de crianças e adolescentes o direito à educação de qualidade, previsto na Constituição Federal e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

Garantir o pleno desenvolvimento dos estudantes exige investimento em formação continuada de professores, ampliação da rede de apoio especializado e conscientização sobre os transtornos de aprendizagem. Apenas por meio de práticas pedagógicas diferenciadas será possível assegurar que todos tenham condições de alcançar seu potencial máximo.


Conclusão

As dificuldades de aprendizagem não podem permanecer como um tabu nas escolas brasileiras. É hora de romper o silêncio, reconhecer os desafios e agir com firmeza. A educação inclusiva vai além de diretrizes legais: trata-se de uma questão de justiça social e respeito aos direitos humanos.

Não podemos permitir que mais uma geração seja deixada para trás por falta de preparo, recursos ou vontade política. Investir na identificação precoce e em práticas pedagógicas inclusivas é investir no futuro do país.


Me acompanhe:

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Referências

ASS JUNIOR, A. S. Dificuldades de Aprendizagem: possíveis causas e implicações. Revista Educação, Pesquisa e Inovação, v. 4, n. 1, 2023. Disponível em: https://revista.ufrr.br/repi/article/view/7910. Acesso em: 3 set. 2025.


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✍️ Setembro, 10 de 2025

Destaques da Revista Positivo sobre a BNCC e o papel da Escola

✍️Título: Destaques da Revista Positivo sobre a BNCC e o Papel da Escola

Resumo: Esta coluna explora as iniciativas da Revista Positivo que abordam a implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o papel da escola na formação integral dos estudantes. Destacam-se soluções educacionais que promovem o desenvolvimento socioemocional, a educação financeira e a colaboração entre escola e família.

Palavras-chave: BNCC, papel da escola, desenvolvimento socioemocional, educação financeira, parceria escola-família


Introdução

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) representa um marco na educação brasileira, estabelecendo diretrizes para uma formação integral dos estudantes. Nesse contexto, a Revista Positivo tem se destacado ao apresentar soluções educacionais que alinham-se aos princípios da BNCC, enfatizando o papel da escola na promoção do desenvolvimento cognitivo, social e emocional dos alunos.


Desenvolvimento

1. Desenvolvimento Socioemocional


A BNCC enfatiza a importância das competências socioemocionais no processo educativo. A Revista Positivo, por meio da coleção "Laços", desenvolvida pela Aprende Brasil Educação, propõe atividades que fortalecem a relação entre família e escola, promovendo a construção de competências essenciais para o bem-estar dos estudantes. A coleção inclui livros para alunos, professores e famílias, além de dinâmicas gamificadas que favorecem a construção de ambientes mais saudáveis e propícios ao aprendizado. 

2. Educação Financeira


Outro destaque é a abordagem da educação financeira nas escolas. A solução educacional "Educação Financeira: Cidadania e Sustentabilidade" busca desenvolver hábitos financeiros saudáveis nos estudantes do Ensino Fundamental. A proposta é interdisciplinar, envolvendo diversas áreas do conhecimento e promovendo a parceria entre escola e família. Os materiais são baseados em projetos que facilitam a adaptação das escolas às suas rotinas e realidades, alinhando-se às competências da BNCC. 

3. Parceria Escola-Família


A colaboração entre escola e família é fundamental para o sucesso educacional. A Revista Positivo destaca iniciativas que fortalecem essa parceria, como a formação de professores para lidar com questões emocionais dos estudantes e a promoção de ações que envolvem as famílias no processo educativo. Essas ações contribuem para a criação de uma cultura de paz e respeito, conforme preconizado pela BNCC. 


Conclusão

As iniciativas apresentadas pela Revista Positivo evidenciam o compromisso com a implementação da BNCC e o fortalecimento do papel da escola na formação integral dos estudantes. Ao integrar aspectos socioemocionais, educação financeira e colaboração com as famílias, essas soluções educacionais contribuem para a construção de ambientes escolares mais inclusivos e preparados para os desafios contemporâneos.


Rodapé

⚖️ DIREITO todo o conteúdo aqui publicado é original e protegido por direitos autorais.

Referências

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2017. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 8 set. 2025.

REVISTA POSITIVO. Soluções educacionais adequadas às aptidões socioemocionais. 9 jun. 2024. Disponível em: https://www.revistapositivo.com.br/2024/06/09/solucoes-educacionais-adequadas-as-aptidoes-socioemocionais/. Acesso em: 8 set. 2025.

REVISTA POSITIVO. Educação financeira em família e na sala de aula. 5 set. 2024. Disponível em: https://www.revistapositivo.com.br/2024/09/05/educacao-financeira-em-familia-e-na-sala-de-aula/. Acesso em: 8 set.

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✍️Setembro,10 de 2025.

terça-feira, 9 de setembro de 2025

Meu Nome é Rádio: Olhar atento para jovens com dificuldades de atenção e interação

✍️ Meu nome é Rádio: Olhar atento para jovens com dificuldades de atenção e interação

🌻Por Ednalva Melo


Resumo

O filme Meu Nome é Rádio (2003) retrata a trajetória de James Robert Kennedy, jovem com dificuldades de atenção e interação social, destacando a relevância da inclusão, empatia e acolhimento no ambiente escolar e social. Este estudo analisa como a compreensão das necessidades individuais e o suporte adequado podem transformar a vida de jovens com transtornos de desenvolvimento, reforçando que a inclusão vai além do espaço físico e das normas escolares.

Palavras-chave: inclusão escolar; TDAH; atenção; interação social; empatia; acolhimento.

1. Introdução

A inclusão escolar e social ainda é, muitas vezes, compreendida de maneira superficial, limitada à adequação física ou ao cumprimento de normas. A verdadeira inclusão exige atenção às necessidades de cada indivíduo, acolhimento e empatia (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2018).

O filme Meu Nome é Rádio (WEBER, 2003) exemplifica essa realidade de forma acessível e emocionante, evidenciando como o apoio adequado pode transformar a vida de jovens com dificuldades de atenção e interação social.

Como afirmava Nelson Mandela: "A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo."

2. Desenvolvimento

O personagem central, James Robert Kennedy, apelidado de Rádio, apresenta desafios neurológicos e comportamentais que dificultam sua adaptação ao ambiente escolar tradicional. Ele enfrenta preconceito e exclusão, mas encontra no treinador Harold Jones um exemplo de empatia, atenção e afeto, que contribui significativamente para seu aprendizado e inclusão (WEBER, 2003).

A narrativa evidencia que cada indivíduo possui uma forma singular de aprender. Jovens com TDAH ou dificuldades de interação social não devem ser tratados como incapazes; necessitam de suporte, compreensão de suas necessidades e espaço para expressão pessoal. A participação de Rádio no time de futebol demonstra que inclusão não se resume à presença física, mas à sensação de pertencimento, reconhecimento e valorização (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2018).

A história reforça que a inclusão é responsabilidade de todos: professores, colegas, familiares e comunidade. Gestos simples, como ouvir, apoiar e valorizar conquistas, podem transformar significativamente a trajetória de um jovem, proporcionando oportunidades que, de outra forma, seriam negadas (WEBER, 2003).


3. Conclusão

Meu Nome é Rádio ensina que a inclusão é um direito, e não um privilégio. Jovens com dificuldades de atenção e interação social merecem ser vistos, ouvidos e valorizados. Mais do que leis e políticas públicas, o que faz diferença é o acolhimento humano, baseado em paciência, empatia e respeito.

O filme nos convida a refletir sobre nossas próprias atitudes e sobre a prática diária de atenção e apoio, garantindo oportunidades de aprendizado e desenvolvimento integral a todos os jovens (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2018).

Rodapé e Direitos Autorais

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Referências (NBR 6023:2018)

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: Informação e documentação — Referências: elaboração. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.

WEBER, R. Meu Nome é Rádio. Estados Unidos: Touchstone Pictures, 2003. Filme.

✍️Setembro,09 de 2025

segunda-feira, 8 de setembro de 2025

A aprendizagem em tempos modernos:Novos caminhos para o saber

✍️ A aprendizagem em tempos modernos: Novos caminhos para o saber

🌻Por Ednalva Melo


Resumo

A contemporaneidade apresenta desafios singulares à educação e aos processos de aprendizagem, motivados por transformações tecnológicas, sociais e culturais. Este artigo explora novas perspectivas do aprendizado, destacando metodologias inovadoras, ferramentas digitais e abordagens interdisciplinares que potencializam a aquisição do conhecimento. Analisa-se, ainda, a importância do desenvolvimento cognitivo e socioemocional no contexto escolar e profissional, oferecendo reflexões sobre como educadores e aprendizes podem se adaptar às exigências do século XXI.

Palavras-chave: Aprendizagem moderna; Tecnologias educacionais; Neuropsicopedagogia; Educação contemporânea; Desenvolvimento cognitivo.

> “Educação não é a aprendizagem de fatos, mas o treinamento da mente para pensar.”
– Albert Einstein


Desenvolvimento

O processo de aprendizagem, historicamente, esteve vinculado a métodos tradicionais, muitas vezes centrados na memorização e na repetição mecânica de conteúdos. Contudo, o século XXI exige a reinvenção desses paradigmas. A digitalização da sociedade, a ubiquidade da informação e a diversidade cultural nas salas de aula demandam abordagens pedagógicas inovadoras e adaptativas.

A utilização de ferramentas digitais — como plataformas de ensino a distância, aplicativos educacionais e ambientes virtuais de aprendizagem — tem se mostrado eficaz para estimular a autonomia do estudante, favorecer a personalização do aprendizado e ampliar o acesso ao conhecimento. Pesquisas em neuropsicopedagogia demonstram que a integração de tecnologias interativas ao processo educacional contribui para a melhora da atenção, memória e resolução de problemas complexos.

Além disso, o desenvolvimento socioemocional emerge como eixo estratégico no processo educativo moderno. A aprendizagem não se limita apenas à aquisição de conteúdos acadêmicos; envolve também competências emocionais e sociais, como empatia, resiliência e pensamento crítico. Educadores contemporâneos são desafiados a conciliar a transmissão do saber com práticas que promovam a autorregulação emocional e o engajamento ativo dos estudantes, criando experiências educativas significativas.

Outro ponto relevante é a adoção de metodologias interdisciplinares, que articulam diferentes áreas do conhecimento e permitem que o aprendiz compreenda fenômenos complexos em sua totalidade. Projetos colaborativos, estudos de caso e aprendizagem baseada em problemas são exemplos de estratégias que favorecem a integração entre teoria e prática, estimulando a capacidade crítica e criativa dos alunos.

Nesse cenário, é imprescindível que instituições educacionais e profissionais da educação se mantenham atualizados em relação às tendências pedagógicas, promovendo formação continuada e o uso consciente das tecnologias. A educação moderna exige não apenas professores preparados, mas também aprendizes ativos, capazes de refletir, questionar e construir seu próprio conhecimento.

Conclusão

A aprendizagem em tempos modernos requer uma abordagem holística e inovadora, que integre tecnologias, desenvolvimento socioemocional e metodologias interdisciplinares. O futuro da educação depende da capacidade de educadores e estudantes em se adaptar a um contexto de rápidas transformações, onde o conhecimento se torna cada vez mais dinâmico e colaborativo.

Ao reconhecer os novos caminhos para o saber, a sociedade fortalece não apenas a formação acadêmica, mas também a construção de cidadãos críticos, autônomos e conscientes de seu papel no mundo contemporâneo.

Referências

1. Moran, J. (2020). Novas tecnologias e mediação pedagógica. São Paulo: Papirus.


2. Zabalza, M. A. (2018). Metodologias ativas para a aprendizagem. Porto Alegre: Artmed.


3. Silva, R. R. (2019). Neuropsicopedagogia: Teoria e prática. Rio de Janeiro: Vozes.

Rodapé

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✍️ Setembro,08 de  2025

domingo, 7 de setembro de 2025

Resgatando o Civismo:Desfiles, Aprendizagem e identidade Nacional

✍️ Resgatando o Civismo: Desfiles, Aprendizagem e Identidade Nacional 🇧🇷

🌻 Por Ednalva Melo

Durante décadas, o civismo esteve presente nas escolas brasileiras como um elo de união entre educação e sociedade. Quem não se lembra dos tradicionais desfiles de Sete de Setembro, onde alunos marchavam em fila, vestidos com fardas cuidadosamente lavadas e engomadas, em respeito à Pátria? Era um momento de expectativa e pertencimento.

As famílias se mobilizavam para que tudo saísse perfeito e, após a solenidade cívica, vinham os jogos, campeonatos e atividades culturais. Era um ciclo que integrava disciplina, valores e orgulho nacional.

Mudanças ao longo dos anos

Hoje, quando olhamos para trás, percebemos que algo mudou. O sentimento coletivo de “ser brasileiro” perdeu espaço para novas demandas, novas formas de interação e, sobretudo, para a fragmentação de valores.

Não se trata de nostalgia, mas de análise crítica: o civismo que moldava gerações foi, aos poucos, substituído por um modelo educacional que, muitas vezes, esquece a importância da coletividade.

Civismo e inclusão escolar

No contexto atual, a discussão é ainda mais relevante quando pensamos nos transtornos de aprendizagem. Antigamente, pouco ou quase nada se falava sobre TDAH, dislexia ou discalculia.

Alunos com dificuldades de atenção ou rendimento eram rotulados de “preguiçosos” ou “desinteressados”. Em meio a desfiles e hinos, não havia espaço para compreender que cada criança aprende de forma diferente.

Hoje sabemos que a inclusão precisa caminhar junto ao civismo. Formar cidadãos é mais do que repetir frases de efeito: é garantir espaço de participação para todos.

Valores que permanecem

Marchar em um desfile não significa apenas dar passos sincronizados. Representa aprender sobre respeito às regras, disciplina e coletividade. São lições que extrapolam a sala de aula e ajudam a formar cidadãos conscientes de seus direitos e deveres.

A escola, quando valoriza essas práticas, amplia o olhar do estudante para além do conteúdo curricular.

Família, escola e comunidade

Outro ponto que mudou ao longo dos anos foi a relação entre família, escola e comunidade.

Antes, a preparação para o desfile envolvia todos: mães cuidavam das fardas, pais se engajavam nas organizações, vizinhos compareciam às ruas para aplaudir. Era uma rede de apoio que fortalecia vínculos sociais.

Hoje, em muitos lugares, a participação da família nas atividades escolares se tornou escassa. O individualismo ganhou espaço e a pressa cotidiana afastou os pais da vida escolar dos filhos.

Resgatando o equilíbrio

É nesse cenário que surge a reflexão: será que não perdemos algo essencial ao abrir mão de práticas cívicas coletivas?

Não se trata de romantizar o passado, mas de compreender que valores como respeito, união e identidade nacional precisam ser resgatados, especialmente diante dos desafios educacionais contemporâneos.

No campo dos transtornos de aprendizagem, os desfiles e eventos coletivos podem se tornar espaços de inclusão. Ao invés de excluir a criança que não consegue acompanhar o ritmo, a escola pode buscar adaptações, garantindo a participação de todos.

Assim, o civismo deixa de ser padronização rígida e se torna integração de diferenças em prol de um objetivo comum.

Tradição e inovação caminhando juntas

A harmonia social nasce do equilíbrio entre tradição e inovação. Não podemos abrir mão dos avanços pedagógicos e das políticas inclusivas conquistadas nas últimas décadas.

Mas também não devemos apagar as memórias de uma época em que o civismo promovia senso de comunidade. O desafio é encontrar o ponto de encontro: resgatar práticas coletivas que reforcem a identidade nacional e, ao mesmo tempo, adaptá-las ao contexto atual.

Reflexão final

A pergunta que fica é simples: queremos formar apenas indivíduos que saibam conteúdos ou cidadãos conscientes da importância do coletivo?

O civismo, quando associado à inclusão, pode ser uma poderosa ferramenta de reconstrução de valores e fortalecimento de laços sociais.

No passado, tínhamos orgulho de dizer: “Éramos mais brasileiros.” Talvez essa frase não represente apenas saudade, mas um chamado para repensar o que significa ser brasileiro hoje.

Mais do que desfilar em fardas engomadas, é preciso marchar juntos rumo a uma sociedade mais justa, inclusiva e consciente de sua própria identidade.


🇧🇷 Setembro, 07 de 2025

⚖️ Direitos autorais

Todos os direitos reservados © 2025 – Coluna de autoria de Ednalva Melo. Proibida a reprodução total ou parcial sem a devida autorização.

Palavra-chave: civismo, educação, aprendizagem, inclusão aparecem naturalmente.

Por Ednalva Melo🌻

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